23:31 12 Agosto 2020
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    Hoje, 19 de dezembro, o líder russo realiza pela 15ª vez a tradicional coletiva de imprensa, dedicada aos resultados do ano, em que ele responde a perguntas de jornalistas por todo o mundo.

    A coletiva começa às 12 em Moscou (às 6 no horário em Brasília). A Sputnik faz a cobertura online do evento. Neste ano, 1.895 pessoas foram acreditadas para assistir o evento, cerca de 200 pessoas mais que no ano passado, quando foi estabelecido outro recorde em número de acreditados.

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    • 10:29

      Coletiva termina

      Putin termina a coletiva que durou quase quatro horas e meia desejando a todos um Feliz Ano Novo.

      Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e porta-voz do presidente, Dmitry Peskov
      © Sputnik / Aleksei Nikolsky
    • 10:12

      Dificuldades da Sputnik Estônia

      A nossa colega da Sputnik Estônia fala dos problemas que a agência enfrenta no país báltico. A jornalista comenta o boicote econômico contra a agência e até perseguição dos seus jornalistas.

      Anteriormente, funcionários da Sputnik Estônia disseram que receberam da direção do Departamento da Polícia e da guarda fronteiriça do país ameaças de processos criminais contra eles, caso não terminassem suas relações de trabalho com a organização sede, a agência de notícias Rossiya Segodnya, até 1° de janeiro de 2020. A jornalista pede a ajuda de Putin e avaliação dele sobre as ações das autoridades estonianas. Putin diz que a Rússia vai fazer todo o possível para apoiar a Sputnik nos países estrangeiros dentro das medidas legítimas.

      Avaliando o trabalho da Sputnik na Estônia, o presidente russo diz que é preciso buscar oportunidades para jornalistas trabalharem nos países que têm medo da informação e influência da agência.

      "Vocês fazem muito, as tentativas de impedir o seu trabalho por parte das autoridades do país [Estônia] não devem passar despercebidas", concluiu Putin.

      O caso chamou atenção das organizações jornalistas por todo o mundo. Assim, Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) do Brasil, condenou em entrevista à Sputnik Brasil a perseguição aos jornalistas.

      Microfone da Rádio Sputnik durante Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo
      © Sputnik / Vladimir Astapkovich
    • 09:49

      Putin sobre Boris Johnson e Reino Unido

      Respondendo a uma pergunta do jornalista da emissora BBC, Putin disse que o premiê britânico sentiu melhor os ânimos da sociedade britânica e, por isso, venceu as eleições, há que parabenizá-lo. O Reino Unido em geral está interessado em desenvolver as relações com a Rússia, acredita Putin, alegando confissões de homens de negócios com os quais falou.

      Comentando as acusações sobre interferência russa na vida política britânica, o presidente da Rússia disse que o seu país mantém o direito de fazer declarações sobre acontecimentos nos outros países, tal como os outros também fazem, e que não considera isso uma interferência.

      Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na 15ª coletiva de imprensa anual no Centro de Comércio Internacional de Moscou, 19 de dezembro de 2019
      © Sputnik / Yevgeny Biyatov
    • 09:30

      Relações da Rússia com Japão

      Jornalista japonês pergunta se pode haver compromisso entre a Rússia e o Japão para se poder no futuro assinar um tratado de paz e sobre a implantação de forças no Extremo Oriente.

      Putin diz que a Rússia tem de considerar a cooperação militar entre o Japão e os EUA.

      "Não fomos nós que dissemos que os EUA estão negociando com o Japão a instalação de mísseis de médio alcance, foram fontes suas [japonesas] e americanas que declararam isso. Então, como podemos deixar de não ter em conta tudo isso, especialmente na questão das ilhas [Curilas]? Onde estão as garantias de que amanhã nessas Ilhas não irão surgir novos sistemas de armamento norte-americano?", indagou.

      Durante décadas, Tóquio condicionou a assinatura de um tratado de paz com a Rússia, uma questão pendente desde 1945, à recuperação pelo Japão da soberania sobre as ilhas Iturup, Kunashir, Shikotan e Habomai. Por sua vez, a Rússia enfatiza que esses territórios passaram a pertencer à União Soviética segundo os acordos internacionais no final da Segunda Guerra Mundial e que o país assumiu a soberania sobre os mesmos como sucessora legal da URSS.

      Respondendo se existe uma aliança militar entre a China e a Rússia, Putin diz que os dois países não planejam criar tal aliança. Já sobre a aliança militar entre os EUA, a Coreia do Sul e o Japão, Putin acredita que é contraproducente. Falando do Sistema de Alerta de Ataque de Mísseis (SPRN) que Moscou está atualmente ajudando Pequim a estabelecer, Putin disse que é um sistema absolutamente defensivo.

      Premiê japonês, Shinzo Abe, e o presidente russo, Vladimir Putin, durante uma ligação de vídeo à tripulação da Estação Espacial Internacional no Kremlin

      Premiê do Japão fala em novo enfoque para resolver disputa territorial com Rússia

      O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou mais uma vez a esperança de que a disputa com a Rússia sobre as Ilhas Curilas seja resolvida o mais rápido possível com base em uma nova abordagem.
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    • 08:41

      Questão da Líbia

      Putin diz que a Rússia está em contato com os dois lados do conflito líbio – tanto com Sarraj, como com Haftar. É preciso encontrar uma solução final e que seja benéfica para todos. É difícil distinguir quem tem razão e quem não tem, o mais correto será encontrar uma solução que possa pôr fim aos combates.

      Já falando sobre a história do conflito, Putin lembrou que, antes, a Líbia era um país próspero cujo nível de vida se aproximava do de alguns países europeus. Atualmente, a Líbia está sendo sacudida por uma guerra civil.

      Tanque do exército líbio durante confrontos com militantes em Benghazi, Líbia (foto de arquivo)
      © REUTERS / Esam Omran Al-Fetori
    • 08:29

      Putin comenta caso Khangoshvili

      Putin falou sobre o assassinato de Zelimkhan Khangoshvili, georgiano de origem chechena, em 23 de agosto de 2019 em Berlim.

      Lembramos que um cidadão russo de 49 anos foi preso por suspeita de envolvimento no assassinato. Já Putin diz que Khangoshvili era um criminoso sangrento que durante uma operação matou 98 pessoas e foi um dos organizadores das explosões no metrô de Moscou. Putin lembrou mais uma vez que a Rússia havia pedido reiteradamente a extradição de Khangoshvili, mas sem sucesso.

      O presidente russo diz estar perplexo com o fato de tais criminosos e terroristas passearem no centro de Berlim. Para evitar isso, é preciso estabelecer um trabalho efetivo entre os serviços de segurança dos países.

      Vista do Kremlin e Ministério das Relações Exteriores da Rússia

      Rússia declara 2 diplomatas alemães 'personae non gratae' após caso de assassinato em Berlim

      Rússia irá expulsar dois diplomatas alemães do país como medida de reciprocidade, informou o Ministério das Relações Exteriores russo.
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    • 07:58

      Qual é a postura de Putin sobre as tentativas de igualar a URSS ao nazifascismo?

      O totalitarismo deve ser censurado, mas a decisão do Parlamento Europeu de igualar a União Soviética ao regime nazista e fascista e ao totalitarismo em geral é inaceitável. Igualar a União Soviética à Alemanha nazista é cínico, segundo Putin.

      Jornalistas na grande coletiva de imprensa de Vladimir Putin no Centro de Comércio Internacional de Moscou, 19 de dezembro de 2019
      © Sputnik / Aleksei Druzhinin
    • 07:45

      Jornalista chinesa pergunta sobre relações sino-russas

      Pergunta se é possível dizer que as relações entre os dois países entraram em uma nova era e como a China e a Rússia podem se opor às tentativas de instrumentalizar o mundo monopolar.

      Putin fala do nível de confiança sem precedentes nas relações entre a Rússia e a China. O mundo multipolar já foi criado, o mundo monopolar já não existe. Depois da queda da União Soviética houve uma ilusão de que havia uma só superpotência, mas foi uma ilusão. A Rússia vai fortalecer as relações estratégicas com a China, o que vai beneficiar tanto o povo russo, quanto o povo chinês.

      Vladimir Putin visita oficialmente a República Popular da China
      © Sputnik / Sergei Guneev
    • 07:32

      Novo START

      A Rússia está pronta a prolongar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START) até o fim do ano se os EUA enviarem a respetiva carta, nem que seja pelos correios, mas por enquanto não enviaram resposta. Se o Novo START não for prorrogado, não haverá nada no mundo que possa conter a corrida armamentista.

      Presidente dos EUA, Donald Trump, em conferência de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em 17 de dezembro de 2019

      Congresso dos EUA pressiona Trump para renovar acordo de controle de armas nucleares com Rússia

      Congressistas de ambos os partidos querem que administração Trump prove que "fez a lição de casa" e estimou custos e reações de Rússia e China, caso os Estados Unidos não renovem o acordo de controle de armas nucleares Novo START.
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    • 07:18

      Relações russo-americanas

      Putin não tem a certeza se o atual processo de impeachment de Trump poderá realmente pôr fim à sua presidência. Para ele, as razões para o impeachment são fictícias, sendo a continuação da luta política interna. 

      Na terça-feira (17), o Senado dos EUA votou a favor do orçamento da Defesa no valor de US$ 738 bilhões (R$ 3 trilhões), que inclui gastos para "contenção da Rússia" em várias áreas, sanções contra o Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) e ajuda militar à Ucrânia. Agora o documento deve ser entregue para assinatura do presidente do país, Donald Trump, que já afirmou que está pronto para o assinar.

      "Com certeza, isso vai afetar o nível das nossas relações intergovernamentais. Conhecemos a atitude geral que consiste em os EUA irem trabalhar conosco onde é interessante e bom para eles e, ao mesmo tempo, irem conter a Rússia por meio de decisões deste gênero. Nós também, sabendo disso, vamos agir de forma simétrica, mais nada. Não há nada de bom nisso. São atos absolutamente inamistosos em relação à Rússia", disse Putin.

      15ª coletiva de imprensa de Vladimir Putin no Centro de Comércio Internacional de Moscou, 19 de dezembro de 2019
      © Sputnik / Aleksei Druzhinin
    • 07:13

      Putin sobre Lenin

      O presidente russo foi perguntado sobre o líder revolucionário Vladimir Lenin. O presidente diz que Lenin não foi um estadista, mas sim um revolucionário. Mas o corpo de Lenin não deve ser removido do Mausoléu, acredita Putin – "não se deve tocar". Já sobre a URSS, Putin acredita que tudo foi muito politizado, que certos momentos geopolíticos não foram considerados, o que foi um erro.

      Porém, mais tarde, Putin disse que lamenta que a União Soviética já não exista.

      Mausoléu de Vladimir Lenin na Praça Vermelha em Moscou
      © Sputnik / Aleksandr Vilf
    • 06:48

      Questão ucraniana

      A próxima pergunta é sobre a Ucrânia, a cúpula da Normandia e o que Putin pensa sobre o novo presidente ucraniano Vladimir Zelensky.

      Putin diz que não há alternativas aos Acordos de Minsk e que estes não devem ser revisados. O ponto essencial dos Acordos é o estatuto especial de Donbass. Se forem revisados, a regularização da situação em Donbass pode entrar em um impasse. O presidente russo exige um diálogo direto entre Kiev e as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. O próximo encontro no quadro do formato da Normandia em abril será oportuno se houver mudanças positivas, mas a continuação do formato em geral faz sentido.

      Mais uma pergunta sobre a Ucrânia, desta vez por parte do jornalista ucraniano da agência UNIAN.

      Ele pergunta quando as administrações de ocupação de Donetsk e Lugansk serão dissolvidas. Putin lembra que a própria Ucrânia reconheceu de fato as Repúblicas quando insistiu que seus representantes assinassem o primeiro Acordo de Minsk. O presidente da Rússia também desmentiu mais uma vez a presença das tropas estrangeiras em Donbass.

      Putin diz que a Rússia manterá o trânsito de gás através da Ucrânia – a Rússia irá buscar uma solução da questão do gás que seja aceitável para todos, inclusive para a Ucrânia.

      Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, chanceler da Alemanha, Angela Merkel, presidente da França, Emmanuel Macron e da Rússia, Vladimir Putin, em conferência de imprensa conjunta, em 9 de dezembro de 2019

      Quarteto da Normandia alcançou paz na Ucrânia? Veja resultados do encontro histórico

      Os líderes de França, Alemanha, Rússia e Ucrânia, reunidos em Paris nesta segunda-feira (9) acordaram em adotar "medidas de apoio ao cessar fogo" no leste da Ucrânia e estabilizar a região até o fim deste ano.
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    • 06:46

      Agora a pergunta é sobre o escândalo de doping e a WADA

      Recentemente a WADA suspendeu a Rússia de competições internacionais por um período de quatro anos por alegada falsificação de dados dos controles antidoping entregues à entidade.

      Então o que os atletas russos devem fazer e o que espera o esporte russo nesses tempos difíceis? Putin diz que cada castigo deve ser individual. Se alguém é culpado de algo – o castigo deve ser justo, mas a maior parte dos atletas russos são "limpos".

      A decisão da WADA contradiz a Carta Olímpica. A WADA não tem queixas contra o Comitê Olímpico russo, então a decisão de que os atletas russos devem competir sob uma bandeira neutra não é justa. A decisão tem caráter político, resume Putin.

      Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa da 11ª Cúpula do BRICS, em Brasília.

      Putin vê 'motivação política' em decisão da WADA que suspendeu Rússia de competições internacionais

      O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira (9) que a decisão da Agência Mundial Antidoping (WADA) de sancionar a Rússia e removê-la de competições esportivas internacionais por um período de quatro anos tem motivações políticas.
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    • 06:13

      Presidente sobre mudanças climáticas

      A primeira pergunta é sobre as mudanças climáticas. Qual será o seu impacto sobre a Rússia?

      Putin diz que neste ano a Rússia aderiu formalmente ao Acordo de Paris e está empenhada nas suas obrigações de diminuir as emissões de dióxido de carbono em 30%. A Rússia não é um dos maiores emitentes de CO2. São os EUA, a China e a União Europeia e só depois a Rússia.

      Putin diz que ninguém na verdade sabe as verdadeiras razões do aquecimento global já que isso pode depender dos processos globais no Universo – o nosso Planeta já passou antes por períodos de aquecimento. É muito difícil calcular o impacto antropogênico sobre o clima, mas não fazer nada também é errado.

      A Rússia é um país do norte e o impacto sobre o país pode ser grande. A desertificação é uma ameaça real, então a Rússia vai fazer tudo o possível para minimizar os danos das mudanças climáticas.

      Drones russos serão usados no Ártico ao longo da Rota do Mar do Norte

      Alteração climática pode se tornar oportunidade de ouro para Rússia, prenuncia jornal

      A mudança climática está gradualmente se tornando uma ameaça à vida na Terra, porém, segundo jornal, a crise climática constitui uma oportunidade de ouro para a Rússia.
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    • 05:53

      Vladimir Putin chega ao lugar da coletiva

      Putin diz que não quer fazer um longo discurso de introdução.

    • 05:37

      Coletiva está prestes a começar

      Como de costume, a grande coletiva de imprensa de Vladimir Putin tem lugar no Centro de Comércio Internacional de Moscou.

      Jornalistas antes do início da 15ª coletiva de imprensa do presidente russo, Vladimir Putin, no Centro de Comércio Internacional de Moscou
      © Sputnik / Aleksei Nikolsky

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    Tags:
    coletiva de imprensa, Vladimir Putin
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