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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)
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    Publicação afirma que, enquanto a diplomacia de vacinas da Índia coloca a China em desvantagem no sul da Ásia, a mídia do governo da China tem procurado montar uma campanha de difamação para tentar desacreditar a iniciativa indiana.

    Enquanto diversos países aguardam vacinas para começar o combate à COVID-19, Índia e China trocam acusações em meio à disputa pelo mercado asiático de imunizantes. O jornal Times of India publicou um artigo neste domingo (25) fazendo diversas críticas aos veículos de imprensa da China.

    A publicação destaca que a Índia já entregou a vacina Covishield, fabricada pelo Insituto Serum da Índia, para todos os países da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC, na sigla em inglês), exceto Sri Lanka, Afeganistão e Paquistão.

    "Enquanto o governo indiano vai doar 500.000 doses da vacina ao Sri Lanka em 27 de janeiro, o governo garantiu a Cabul que o Afeganistão é o próximo da lista de prioridades da Índia para distribuição de vacinas contra a COVID-19", diz a reportagem.

    O jornal acusa o Global Times de ter feito uma campanha de propaganda contra a iniciativa indiana "Vaccine Maitri", levantando questões sobre a capacidade da Índia de fabricar vacinas após o incêndio no Instituto Serum, o maior do mundo.

    Funcionário manipula vacina da Oxford/AstraZeneca na laboratório Serum, na Índia.
    © REUTERS / Francis Mascarenhas
    Funcionário manipula vacina da Oxford/AstraZeneca na laboratório Serum, na Índia.
    Nesta semana, o Global Times citou um relatório da BBC para alegar que a All India Drug Action Network, um grupo de direitos dos pacientes, disse que a aprovação do Covishield produzido pelo Instituto Serum foi apressada, pois o fabricante não havia concluído um "estudo de ligação" para a vacina.

    Em resposta, o Times of India afirmou que a China tem pouco a oferecer aos países em uma região onde continua a expandir rapidamente sua influência, tanto econômica quanto politicamente. "Embora o regulador de medicamentos do Nepal ainda não tenha aprovado o uso de vacinas chinesas, fontes do governo das Maldivas disseram que não há indicação de qualquer entrega de vacinas contra a COVID-19 pela China até agora", diz um trecho da publicação.

    O jornal também relembrou que, na semana passada, a China viveu um impasse vacinal com Bangladesh, que se recusou a contribuir para o custo de desenvolvimento de um imunizante.

    ​O Global Times, por sua vez, afirmou em artigo publicado no último dia 22 que o incêndio do Instituto Serum "pode ​​afetar a confiança das pessoas na produção de vacinas de alta qualidade", e que a "capacidade de produção de imunizantes da Índia dificilmente acompanhará as ambições do governo indiano".

    O artigo também citou um especialista dizendo que as vacinas da Índia estavam sendo fornecidas principalmente aos países do sul da Ásia como uma forma de ajuda e que não muitos países estavam realmente comprando vacinas indianas devido a "preocupações de qualidade". Vale lembrar que, a Índia, porém, também fornece vacinas em regime contratual ou comercial para a Arábia Saudita, África do Sul, Brasil, Marrocos, Bangladesh e Mianmar.

    Fumaça sai de incêndio de complexo da maior fabricante de vacinas no mundo, o Instituto Serum na Índia
    © REUTERS / STRINGER
    Fumaça sai de incêndio de complexo da maior fabricante de vacinas no mundo, o Instituto Serum na Índia

    Enquanto isso, na fronteira...

    A Índia, também neste domingo (25), voltou a pedir para China uma "desaceleração" na escalada de militares no leste de Ladakh, escreve o Times of India. A publicação sustenta que o governo indiano pediu um roteiro "viável e sequencial" para o fim das ameaças na região, na fronteira do Himalaia.

    Vizinhas, China e Índia não têm uma fronteira marcada em Ladakh, e vários conflitos fronteiriços ocorreram ao longo das décadas. Em 1993 e 1996, as nações firmaram acordos sobre a manutenção da paz nas regiões disputadas.

    Em 2020, a situação no leste de Ladakh se agravou depois que aproximadamente 250 soldados chineses e indianos se enfrentaram na noite de 5 de maio na zona de Pangong Tso, deixando mais de 100 feridos em ambos os lados, confronto que só cessou após uma reunião entre os líderes locais.

    Comboio de veículos militares do Exército indiano avança na estada Srinagar-Ladakh em Gagangeer, na região da Caxemira controlada pela Índia
    © AP Photo / Dar Yasin
    Comboio de veículos militares do Exército indiano avança na estada Srinagar-Ladakh em Gagangeer, na região da Caxemira controlada pela Índia

    Tema:
    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)

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    Tags:
    China, Índia, COVID-19, vacina, vacinação
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