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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)
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    Um livro da série Incerto do autor libanês-americano Nassim Nicholas Taleb – The Black Swan ("O Cisne Negro", em tradução para o português) – fala sobre enfrentar incertezas e foca no forte impacto que eventos imprevisíveis podem causar na sociedade.

    Ou seja: aborda um tema que muito se assemelha aos desafios enfrentados por todo o mundo diante da pandemia de COVID-19, desde o ano passado.

    Kirill Dmitriev, diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto (RFPI, na sigla em russo), se inspira no livro. Ele acredita que, diante das incertezas causadas pela pandemia, a resiliência global, que é crucial para empresas e para o setor público, não pode ser abalada por divergências políticas.

    "A divisão e os preconceitos políticos são o maior obstáculo para a resiliência global, para as corporações globais. Eles precisam ser superados por meio do trabalho específico de diferentes países em questões que nos unem", disse Dmitriev no painel do Fórum Econômico Mundial de Davos, realizado virtualmente.

    Dmitriev citou o combate à pandemia de COVID-19, incluindo o desenvolvimento de vacinas, como uma das principais áreas onde a comunidade global deve unir esforços, independentemente de possíveis diferenças entre os países.

    Citando a metáfora do livro de Taleb sobre ocasiões que nos atingem de surpresa, Dmitriev alertou que mais dos chamados "cisnes negros" ainda estão por vir.

    "Quando li o livro de Nassim Taleb, 'O Cisne Negro', realmente prestei atenção a ele, mas não previ que teríamos tantos cisnes negros, ou você pode usar até mesmo o termo 'enxame de cisnes negros', vindo atrás de nós. Eles têm aparecido em todo o mundo nos últimos 12 meses e supomos que mais enxames de 'cisnes negros' apareçam", disse Dmitriev.
    Desenvolvimento de vacina russa contra o coronavírus no Centro Gamaleya (foto de arquivo)
    © Sputnik / RFPI e Centro Gamaleya
    Desenvolvimento de vacina russa contra o coronavírus no Centro Gamaleya

    Durante um painel de discussão intitulado "Reavaliando os riscos corporativos e reforçando a resiliência em um mundo pós-COVID-19", o diretor-geral do RFPI destacou as principais lições aprendidas durante a crise e compartilhou a experiência do RFPI em lidar com a pandemia, uma vez que apoiou o desenvolvimento da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus.

    "Em primeiro lugar, realmente nos concentramos na regra número um, que é entender o problema, o problema de resiliência que enfrentamos no início. E então, no começo de janeiro [de 2020], entendemos que a COVID-19 é muito significativa, e aí nos concentramos nela", disse Dmitriev durante a sessão.

    Outra lição importante foi o enfoque final no atendimento à sociedade, algo crucial para as empresas privadas e também para o setor público, destacou Dmitriev.

    O desenvolvimento do Sputnik V enfrentou muitos desentendimentos e ataques da mídia desde o início, tornando o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação clara e direta extremamente importante. A resiliência a tais ataques é outra grande conclusão da era da pandemia, disse Dmitriev.

    "Construir uma estratégia de comunicação direta no mundo e que tenha ruídos perto de zero, com novos e novos ciclos mudando e as pessoas não sendo capazes de ir à essência das coisas, mas realmente focar no básico, isso é muito importante", acrescentou o diretor-geral.

    A experiência adquirida durante a pandemia também ajudou a destacar importância de enxergar os próximos "cisnes negros" e encarar os desafios.

    Agente da saúde da cidade de Minsk, Bielorrússia, vacinando voluntários com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19
    © Sputnik
    Vacinação de voluntários com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 na Bielorrússia

    A RFPI está liderando esforços para promover a vacina russa Sputnik V no exterior. Esta foi a primeira vacina contra o novo coronavírus registrada oficialmente para uso emergencial, na Rússia, no dia 11 de agosto.

    Em dezembro, a Rússia deu início à imunização contra o novo coronavírus em larga escala. Os resultados provisórios dos testes clínicos de fase três indicaram que a Sputnik V tem eficácia de 91,4%, além de ser 100% eficiente contra casos graves da doença.

    Além da Rússia, a vacina foi aprovada para uso em diversos países, como Argentina, Hungria, Sérvia e Emirados Árabes Unidos. Os pedidos de registro do imunizante foram apresentados à União Europeia e à Organização Mundial de Saúde.

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    Rússia, Kirill Dmitriev, Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), COVID-19, pandemia, novo coronavírus, vírus, vacina, livro, Sputnik V
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