04:47 15 Setembro 2019
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    Kremlin: alegada influência de Putin nas eleições dos EUA é 'besteira engraçada'

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    Rússia
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    Kremlin considera como 'besteira engraçada' as informações da mídia sobre o presidente russo Vladimir Putin ter, alegadamente, exercido influência pessoal sobre os resultados das eleições nos EUA, comunicou o porta-voz do presidente Dmitry Peskov.

    "Posso comentar essas alegações como sendo uma 'besteira engraçada'", informou Peskov aos jornalistas.

    Segundo ele, tais informações, como qualquer outro absurdo, "não podem ter fundamento nenhum".

    Cooperação Rússia-UE e Rússia-EUA

    Na opinião do porta-voz do presidente russo, a Rússia não tem interesse em cooperar com a UE de uma maneira que prejudique as relações com países terceiros, incluindo os EUA.

    "Dificilmente se pode concordar com a ideia de que é possível ter amizade mútua conta alguém, é evidente que não é essa postura que corresponde aos nossos interesses", sublinhou Peskov.

    Além disso, Peskov comentou a declaração da Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança Federica Mogherini que não exclui que a Rússia e a União Europeia, juntos, possam resistir às políticas do presidente recém-eleito dos EUA Donald Trump.

    "Em primeiro lugar, ainda não sabemos quais serão as políticas que a administração de Donald Trump irá realizar", sublinhou o porta-voz do presidente russo.

    Peskov lembrou que a Rússia, por tradição, é sempre a favor de manter relações de amizade com a UE, mas que "esses laços não existem realmente".

    "Sem dúvida, achamos que tanto Moscou, como Bruxelas e os países membros da UE, estão interessados em atingir o nível necessário para retomar o nosso diálogo", acrescentou Peskov.

    Conversa telefônica entre Putin e Erdogan sobre Aleppo

    Ao mesmo tempo, o porta-voz do presidente russo informou na quinta-feira (15) que os EUA não participam da resolução da situação na cidade síria de Aleppo, quando lhe foi perguntado se esse assunto está sendo discutido com a Turquia ou se a Rússia está negociando com os EUA.

    Segundo ele, o cessar-fogo em Aleppo e o início da evacuação nessa cidade estão ligados à conversa telefônica entre Vladimir Putin e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan que teve lugar em 14 de dezembro. Os líderes dos dois países confirmaram sua disponibilidade para uma interação ulterior que vise neutralizar a ameaça terrorista na região do Oriente Médio.

    Ao comentar a retirada de cinco mil militantes e membros de suas famílias, Peskov ressaltou que as principais linhas da operação dos militares russos na Síria estão sendo realizados conforme ordens diretas de Vladimir Putin:

    "O presidente define as principais direções estratégicas do trabalho do nosso Ministério da Defesa, inclusive durante a operação que está sendo realizada na Síria", assinalou Peskov.

    Anteriormente, no mesmo dia 15 de dezembro, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general de exército Valery Gerasimov, anunciou o início da retirada de 5 mil militantes e membros de suas famílias dos bairros de Aleppo oriental por um corredor humanitário.

    Situação em torno do ouro dos citas

    Segundo Peskov, o presidente russo não pretende se envolver na situação em torno do ouro dos citas, cuja coleção pertence aos museus da Crimeia. Em 14 de dezembro, o Tribunal Distrital de Amsterdã tomou a decisão de que a coleção de peças de ouro deve ser devolvida à Ucrânia.

    "Os respectivos ministérios russos estão tratando desse tema. Não é uma questão a nível do presidente", informou Peskov aos jornalistas.

    Ao mesmo tempo, o porta-voz do presidente se absteve de comentar a declaração do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko, que considerou essa decisão do tribunal como o reconhecimento da Crimeia como fazendo parte da Ucrânia.

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    Tags:
    ouro, corredor humanitário, militantes, conversa telefônica, amizade, influência, Ministério da Defesa (Rússia), Kremlin, UE, Valery Gerasimov, Recep Tayyip Erdogan, Donald Trump, Federica Mogherini, Vladimir Putin, Dmitry Peskov, Aleppo oriental, Ucrânia, Síria, Turquia, Rússia, EUA
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