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    Anteriormente, o chefe do Judiciário iraniano, Ebrahim Raisi, disse que o presidente dos EUA era o "criminoso chefe" pelo assassinato do major-general Qassem Soleimani, morto em um ataque de drones em 3 de janeiro.

    A empresa multinacional de serviços de segurança G4S, que tem sede no Reino Unido, colaborou com os EUA no ataque de drones ao major-general Qassem Soleimani no Iraque, afirmou o procurador-geral de Teerã, Ali Alqasi-Mehr, na quarta-feira (30).

    "Uma das questões importantes e significativas neste caso é o papel da empresa britânica G4S no assassinato do comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã [IRGC, na sigla em inglês], responsável pela segurança dos voos no aeroporto de Bagdá, e os agentes dessa empresa forneceram informações aos terroristas sobre o general Soleimani e seus companheiros quando chegaram [no Iraque]", disse Ali Alqasi-Mehr, citado pelo jornal Kayhan.

    Comentando sobre relatórios anteriores alegando que a empresa, que enviou funcionários para vários locais do Oriente Médio, estava implicada no assassinato, um porta-voz da G4S foi referido pelo tabloide The Sun rejeitando a alegação como "completamente infundada".

    "Em resposta a especulações recentes e totalmente infundadas, o G4S deseja deixar claro que não teve absolutamente nenhum envolvimento no ataque a Qassem Soleimani e Abu-Mahdi al-Muhandis [vice-chefe da Força de Mobilização Popular Shia no Iraque], ocorrido em 3 de janeiro de 2020", afirmou o porta-voz.

    Uma base aérea dos EUA na Alemanha também foi implicada no assassinato, com o procurador-geral de Teerã dizendo que era a base aérea era responsável por dirigir o ataque do drone, fornecendo informações e dados de voo aos norte-americanos. A identificação dessas pessoas, segundo Alqasi-Mehr, também esteve na pauta da investigação.

    Marcha fúnebre do comandante Abu Mahdi al-Muhandis, morto em ataque aéreo dos EUA junto com major-general Qassem Soleimani, 7 de janeiro de 2020
    Essam al-Sudani
    Marcha fúnebre do comandante Abu Mahdi al-Muhandis, morto em ataque aéreo dos EUA junto com major-general Qassem Soleimani, 7 de janeiro de 2020

    No início de dezembro, o chefe do Conselho Superior de Direitos Humanos do Judiciário iraniano, Ali Bagheri-Kani, solicitou que a Alemanha cooperasse com Teerã em seu esforço para determinar os perpetradores e cúmplices do crime.

    Alqasi-Mehr também afirmou que seis países, Iraque, Síria, Líbano, Qatar, Jordânia e Kuwait, foram escolhidos para representar o Irã por meio de canais legais internacionais para dar seguimento ao caso. O paradeiro dos suspeitos de terrorismo norte-americano será monitorado por uma comissão especialmente designada, com o objetivo de apreendê-los e extraditá-los, explicou o procurador-geral de Teerã.

    Alqasi-Mehr também reiterou que Donald Trump é a figura-chave no topo da lista dos cúmplices do assassinato, jurando que sua perseguição continuará mesmo após o término de seu mandato como presidente dos EUA.

    O chefe do Judiciário do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou na sessão de acompanhamento judicial que há documentos suficientes para prosseguir com o caso e exigir punição para os perpetradores. A morte do major-general Soleimani "uniu" a região do Oriente Médio na "oposição à arrogância dos EUA", disse o Ministério das Relações Exteriores iraniano em uma publicação no Twitter na quarta-feira (30).

    Homem usa máscara protetora com imagem dos militares assassinados pelos EUA Qassem Soleimani e Abu Mahdi al-Muhandis, em Kerbala, Iraque, 7 de outubro de 2020
    © REUTERS / Abdullah Dhiaa Al-Deen
    Homem usa máscara protetora com imagem dos militares assassinados pelos EUA Qassem Soleimani e Abu Mahdi al-Muhandis, em Kerbala, Iraque, 7 de outubro de 2020

    Assassinato de Soleimani

    O assassinato do major-general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds, ocorreu em de 3 de janeiro deste ano, quando o militar estava saindo do Aeroporto Internacional de Bagdá e um míssil norte-americano foi disparado contra o carro que o transportava. O militar iraniano se encontrava em uma suposta missão diplomática secreta, cujas razões ainda não foram totalmente apuradas.

    Os responsáveis iraquianos foram notificados sobre o acontecimento apenas horas depois da operação ter terminado, ação que o parlamento iraquiano condenou severamente, ordenando a saída das forças estrangeiras do país, ordem que os EUA parcialmente cumpriram.

    O Irã prometeu vingar seu respeitado militar, tendo realizado ataques aéreos contra duas bases militares dos EUA no Iraque. Teerã já avisou que não vai descansar até que todas as forças norte-americanas abandonem Bagdá.

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    Tags:
    drones, Reino Unido, EUA, Irã, Qassem Soleimani
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