04:30 03 Junho 2020
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    Após Benny Gantz receber tarefa de criar governo de coalizão em Israel, UE teria pressionado o líder político israelense para rejeitar plano de anexação israelense do Vale do Jordão, na Cisjordânia.

    O movimento diplomático da União Europeia seria uma forma de desencorajar Israel de anexar o território também reivindicado pelos palestinos para a formação de seu Estado soberano.

    No mês passado, o líder do partido centrista Azul e Branco, Benny Gantz, recebeu a tarefa do presidente israelense, Reuven Rivlin, de formar um governo de coalizão.

    Entre os assuntos mais discutidos pelas lideranças políticas do país está a anexação de parte da Cisjordânia, uma das promessas feitas pelo vencedor das eleições e primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu.

    Pressão europeia

    Por sua vez, durante a corrida eleitoral, Gantz também havia expressado certo apoio à ideia de anexação, desde que ela se desse de acordo com a comunidade internacional, a qual majoritariamente se opõe à anexação.

    A oposição teria sido reforçada por diplomatas da União Europeia durante conversações com a assessora de relações exteriores de Gantz, Melody Sucharewicz, segundo publicado pelo Canal 13 da TV israelense.

    Durante as conversações, os diplomatas teriam afirmado que a UE é fortemente contra um movimento de expansão unilateral da soberania de Israel na Cisjordânia.

    Caso tal medida fosse tomada por Israel, as relações entre Tel Aviv e o bloco europeu seriam afetadas, segundo os diplomatas.

    'Gantz contra a anexação'

    Por sua vez, Sucharewitcz teria dito aos representantes europeus que Gantz tentaria influenciar o governo, caso ele seja criado, contra a anexação.

    Território disputado

    Desde a Guerra dos Seis Dias (1967) Israel detém controle sobre o Vale do Jordão, território também almejado pelos palestinos.

    Além da presença de militares de Israel, assentamentos judaicos são construídos, o que levanta críticas da comunidade internacional e cria tensões entre israelenses e palestinos.

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    Tags:
    União Europeia, Palestina, Cisjordânia, Benjamin Netanyahu, Israel, Benny Gantz
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