14:30 27 Novembro 2020
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    O julgamento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi adiado por dois meses por causa do coronavírus, informou o Ministério da Justiça do país.

    Neste domingo (15), o Ministério das Justiça de Israel informou que o julgamento de Benjamin Netanyahu, que deveria ter início em 17 de março, foi adiado para 24 de maio "em função da propagação do coronavírus".

    O primeiro-ministro israelense é acusado de recebimento de propina em três ocasiões diferentes, além de suborno, quebra de confiança e fraude.

    Netanyahu, que está implementando medidas duras contra a propagação da epidemia, nega as acusações.

    Além de sua batalha judicial, o premiê, que também lidera o partido de direita Likud, luta pela sua permanência no cargo, após as eleições do dia 2 de março não apontarem um claro vencedor. As eleições gerais foram as terceiras em menos de um ano, mas seus resultados foram inconclusivos.

    Israelense na escada rolante de um shopping, nas cidade de Ashkelon, pouco depois de o governo anunciar o fechamento de centros comerciais, em 15 de março de 2020
    © REUTERS / Amir Cohen
    Israelense na escada rolante de um shopping, nas cidade de Ashkelon, pouco depois de o governo anunciar o fechamento de centros comerciais, em 15 de março de 2020

    Netanyahu é acusado de receber US$ 264 mil (mais de R$ 1 milhão) em presentes, incluindo charutos e champanhe, e de garantir facilidades regulatórias em troca de cobertura midiática favorável.

    Se for considerado culpado das acusações de suborno, o primeiro-ministro de 70 anos pode ser condenado a até 10 anos de prisão. As penas por fraude e quebra de confiança poderiam acrescentar até mais três anos à pena.

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    Tags:
    Benjamin Netanyahu, corrupção, julgamento, israel
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