13:54 13 Novembro 2019
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    A Constituição do Irã considera o Exército como uma força exclusivamente defensiva, destinada a proteger a integridade territorial do país

    Análise: prontidão militar do Irã vira grande surpresa para EUA

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    A prontidão militar do exército do Irã foi uma surpresa para os Estados Unidos, considera o analista.

    O analista Ali Reza Rezahah, especialista em política internacional dos EUA, observador político e colunista do centro analítico do líder supremo do Irã KHAMENEI.IR, comentou em entrevista à Sputnik Persa o incidente com o drone norte-americano derrubado sobre o golfo de Omã.

    "O principal nesse acidente foi que o Irã definiu uma 'linha vermelha', e essa 'linha vermelha' é a violação da fronteira e a invasão do território do Irã. O Irã disse isso muitas vezes e avisou que qualquer drone de reconhecimento ou outra aeronave de caráter militar que invada o território do país seria imediatamente atacado pelos sistemas de defesa antiaérea", disse ele.

    De acordo com Ali Reza Rezahah, o Irã está pronto para dar uma resposta decidida e os EUA devem entender que a invasão pelo drone do seu espaço aéreo não é uma brincadeira.

    Para mais detalhes visuais sobre o trajeto, localização e ponto de impacto do drone militar dos EUA abatido pelo Irã na quinta-feira [20 de junho], e as águas sobre as quais voava, veja estes mapas e coordenadas.

    "As tropas norte-americanos já por muitas vezes, inadvertidamente ou por engano, violaram a fronteira e os militares iranianos sempre atuaram com muita precisão e profissionalismo nesses casos", declarou o analista.

    Ele recorda que é bem conhecido que o Irã em política externa segue abordagens bem ponderadas.

    "O único lado que realiza uma política agressiva e provocatória são os EUA", disse o especialista.

    Que papel desempenhou incidente com drone norte-americano?

    O acidente com o drone mostra que o Irã pretende se defender em qualquer dos casos.

    "Quanto ao [presidente dos EUA] Trump, em condições de aproximação das eleições presidenciais e tendo em conta a passada campanha eleitoral decorreu sob o slogan de reprovação do [ex-presidente dos EUA] George Bush pela 'guerra vergonhosa' no Iraque, é pouco provável que ele [Donald Trump] queira entrar em uma nova guerra da qual ele depois não conseguirá sair”, revela o analista.

    Ali Reza Rezahah opina que, caso Donald Trump não entenda isso, as pessoas de bom-senso na elite política dos EUA vão lhe explicar isso.

    Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, perto de um sistema 3 Khordad que teria sido usado para abater um drone militar americano
    © REUTERS / Handout
    Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, perto de um sistema Khordad 3 que teria sido usado para abater um drone militar americano

    "Os americanos [...] não esperavam que seu drone fosse derrubado tão rápido. A prontidão militar e a precisão da defesa antiaérea iraniana foram uma grande surpresa para os EUA", disse ele.

    A posição forte do Irã na região mostra que o país é capaz de realizar uma manobra militar poderosa e os EUA sabem isso melhor do que os outros, considera o analista.

    "Quanto à guerra com o Irã, é necessário ver como Trump pode beneficiar dela no último ano do seu mandato presidencial. Nas vésperas das eleições presidenciais não quaisquer há razões racionais para iniciar essa guerra. Uma guerra com o Irã será não só dispendiosa, mas também levará ao aumento catastrófico dos preços do petróleo", concluiu ele.

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    defesa, Golfo de Omã, Donald Trump, drones, Irã, EUA
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