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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)
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    Por conta da pandemia de COVID-19 o suprimento de oxigênio para cuidados médicos está caminhando para a escassez várias regiões do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas.

    Segundo o que as Nações Unidas estimaram nesta quinta-feira (25), é necessário um investimento de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,8 bilhões) para lidar com esta emergência global.

    Por isso, o ACT Accelerator, uma busca global por vacinas, diagnósticos e tratamentos para a COVID-19 liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), disse nesta quinta-feira (25) que está lançando uma força-tarefa para mapear a demanda e tentar garantir o fornecimento de oxigênio para os países mais necessitados.

    "Esta é uma emergência global que precisa de uma resposta verdadeiramente global, tanto das organizações internacionais como dos doadores", disse Philippe Duneton, diretor da agência internacional de saúde Unitaid.

    A COVID-19 exerce pressão sobre os sistemas de saúde em todo o mundo – em especial nos países mais pobres, onde muitos hospitais enfrentaram escassez de oxigênio. Isso resultou em milhares de mortes evitáveis ​​e forçou as famílias de pacientes hospitalizados a pagar mais para garantir o acesso a oxigênio para seus entes queridos.

    Cerca de 500 mil pacientes da COVID-19 em países de baixa e média renda precisam de 1,1 milhão de cilindros de oxigênio todos os dias. Além disso, 25 países (a maior parte deles na África) estão relatando um aumento na demanda pelo insumo.

    A nova força-tarefa determinou que US$ 90 milhões (cerca de R$ 500 milhões) são necessários imediatamente para enfrentar os principais desafios no acesso e distribuição de oxigênio em 20 países, incluindo Malawi, Nigéria e Afeganistão.

    Parentes de pacientes internados em hospitais com COVID-19 fazem fila para recarregar cilindros de oxigênio na frente da empresa Nitron da Amazônia, no Distrito Industrial II de Manaus (AM)
    © Folhapress / Sandro Pereira
    Parentes de pacientes internados em hospitais com COVID-19 fazem fila para recarregar cilindros de oxigênio na frente da empresa Nitron da Amazônia, no Distrito Industrial II de Manaus (AM)

    No Brasil, a cidade que mais sofreu com a falta de oxigênio foi Manaus. No dia 14 de janeiro, houve falta do insumo de forma quase sincronizada em diversos hospitais da capital amazonense, o que fez com que os médicos tivessem que escolher entre os pacientes quais tinham mais possibilidades de sobrevivência para receberem o insumo. Atualmente, a situação nos hospitais de Manaus está mais controlada.

    Há novos riscos, no entanto, principalmente para Santa Catarina. O secretário de Saúde do estado, André Motta, disse nesta quinta-feira (25) que o sistema de saúde estadual está "entrando em colapso", com fila de espera por leitos de UTI de COVID-19.

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    Tags:
    hospitais, ONU, oxigênio, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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