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    A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em conjunto com a farmacêutica AstraZeneca pode ser aplicada, sem problemas de segurança, em pessoas com alergias e também em mulheres grávidas, disse nesta quarta-feira (30) o médico Munir Pirmohamed, da Universidade de Liverpool.

    "A vacina é recomendada para pessoas alérgicas a alimentos ou a remédios", disse Pirmohamed, em uma entrevista coletiva em Downing Street, em Londres, dedicada à vacina de Oxford e transmitida on-line.

    Segundo o médico, mulheres em gestação também podem ser vacinadas, após consulta ao médico. Pessoas imunizadas com outras vacinas, como as da Pfizer e da Moderna, apresentaram grave reação alérgica, ainda que em número reduzido de casos.

    Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, segura ampola de vacina da AstraZeneca/Oxford (foto de arquivo)
    © REUTERS / Paul Ellis
    Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, segura ampola de vacina da AstraZeneca/Oxford (foto de arquivo)

    A vacina foi autorizada para uso nesta quarta-feira (30) pelo governo do Reino Unido. As autoridades começarão a aplicá-la na população britânica a partir do dia 4 de janeiro, segundo o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

    A vacina de Oxford pode ser armazenada em uma geladeira comum, em temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius, ao contrário de outras vacinas, como as da Pfizer e da Moderna, que exigem temperaturas muito frias.

    "A vida útil da vacina da AstraZeneca nessa temperatura pode ser de até seis meses", disse Pirmohamed.
    Funcionário trabalha em laboratório da Biomanguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (arquivo)
    © Folhapress / Rafael Andrade
    Funcionário trabalha em laboratório da Biomanguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (arquivo)

    A facilidade de estoque da vacina de Oxford é um dos motivos pelos quais o governo Bolsonaro tem dado preferência a este imunizante para vacinar a população brasileira.

    Atualmente, a vacina está em produção no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pode chegar a 130 milhões de brasileiros até o final de 2021. A previsão mais recente é de que esta vacina esteja pronta para o plano nacional de imunização em fevereiro.

    Após inconsistência dos testes clínicos, os dados de eficácia da vacina estão em revisão. Na primeira divulgação, a eficácia média do imunizante foi de 70%, podendo chegar a até 90%.

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    Tags:
    Oxford, Reino Unido, COVID-19, novo coronavírus, pandemia, vacina
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