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    Coronavírus no mundo no início de julho de 2021 (15)
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    A vacina russa Sputnik V está sendo aplicada em cerca de 70 países, mas ainda não recebeu a aprovação da OMS devido às controvérsias sobre efeitos secundários, escreve a revista científica britânica Nature.

    A autora da publicação aponta que a Sputnik V foi a primeira vacina registrada contra a COVID-19 e já foi autorizada em dezenas de países. No entanto, para utilização global, a vacina ainda deve receber a aprovação da Organização Mundial da Saúde. Vários epidemiologistas estrangeiros criticaram o registro acelerado do imunizante russo.

    "A vacina russa COVID-19, Sputnik V, tem sido objeto de fascínio e controvérsia desde que o governo russo autorizou seu uso no ano passado [...] Evidências na Rússia e em muitos outros países agora sugerem que ela é segura e eficaz – mas permanecem questões sobre a qualidade da vigilância de possíveis efeitos secundários raros", nota a autora do artigo.

    Algumas dessas preocupações foram dissipadas após a publicação, em fevereiro deste ano, na revista Lancet, dos resultados da fase 3 dos testes da vacina, apontando que a Sputnik V é 91,6% eficaz na prevenção da infecção pelo coronavírus sintomática e 100% eficaz em prevenção da forma grave da doença. Logo depois, em abril de 2021, o Centro Gamaleya divulgou novos dados, com base nos 3,8 milhões dos russos já vacinados, de acordo com os quais a eficácia da vacina após aplicação de duas doses é 97,6%.

    Funcionária trabalha no laboratório de controle de qualidade onde a vacina Sputnik V será analisada pela empresa farmacêutica brasileira União Química, em Guarulhos, no Brasil, em 20 de maio de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Funcionária trabalha no laboratório de controle de qualidade onde a vacina Sputnik V será analisada pela empresa farmacêutica brasileira União Química, em Guarulhos, no Brasil, em 20 de maio de 2021

    Apesar de críticas contínuas do lado de cientistas estrangeiros, o medicamento foi aprovado em tais países como o Brasil, Argentina, Índia, Filipinas e Hungria, enquanto os Emirados Árabes Unidos avaliaram sua eficácia em 97,8%.

    O artigo também esclarece que a Sputnik V, ao contrário do imunizante da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, contém não um, mas dois adenovírus, o que eleva suas caraterísticas de proteção. Além do mais, após a imunização com a Sputnik V, não foram registrados quaisquer casos de trombose, o que não pode ser dito no caso das duas outras vacinas. Em particular, a Argentina, o Brasil e São Marino, onde o imunizante está sendo aplicado, não notificaram quaisquer consequências graves após a tomada da vacina russa.

    Apesar da ausência de aprovação pela OMS, vários países, incluindo a Coreia do Sul, Argentina e Índia, já estão fabricando a Sputnik V.

    Novos estudos que estão em andamento nos países que aprovaram a Sputnik V e na própria Rússia vão ajudar a construir uma imagem mais precisa sobre a segurança e a eficácia da vacina russa, concluiu a autora.

    Tema:
    Coronavírus no mundo no início de julho de 2021 (15)

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, vacina, vacinação, Sputnik V, Rússia, Revista Nature
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