23:41 03 Agosto 2020
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    A saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês) foi planejada com antecedência e as acusações feitas por Washington de que Moscou teria violado o acordo são infundadas, disse o vice-ministro da Defesa da Rússia Aleksandr Fomin.

    Fomin fez as declarações em resposta às polêmicas geradas pelo livro publicado pelo ex-assessor de Donald Trump, John Bolton. No livro, Bolton diz que a Rússia teria apoiado a tese norte-americana de que o tratado estaria obsoleto.

    "Nós acreditamos que a saída dos EUA desse tratado foi planejada com antecedência, e que acusações de que a Rússia teria violado o acordo são infundadas", disse Fomin.

    "Nós consideramos a saída dos EUA desse acordo um equívoco e as queixas apresentadas pelos EUA contra a Rússia como puras invenções", disse.

    "Gostaria de reforçar que toda a responsabilidade pela derrocada desse tratado deve ser imputada totalmente aos EUA", concluiu Fomin. 

    O fim do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), um dos pilares do sistema internacional de controle de armas, ocorreu após a retirada unilateral dos EUA do acordo, em agosto de 2019.

    John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional, durante reunião de Donald Trump com gabinete na Casa Branca em Washington D.C., EUA, 9 de abril de 2018
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional, durante reunião de Donald Trump em 2018

    Na ocasião, Washington acusou Moscou de violar os termos do tratado ao desenvolver e testar o míssil 9M729 (SSC-8, de acordo com a terminologia da OTAN).

    Para Moscou, o alcance do míssil 9M729 é inferior a 500 quilômetros, por isso seu desenvolvimento e testes seriam permitidos pelo Tratado INF.

    Pequim, por sua vez, não é parte do acordo INF, motivo que também teria levado Washington a se retirar do tratado.

    Tags:
    controle de armas, EUA, Rússia, INF
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