16:48 30 Setembro 2020
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    O antigo membro da administração do presidente norte-americano Donald Trump afirma poder revelar mais informação sobre o fim do general iraniano, mas que se trata de "informação confidencial".

    O ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, afirmou em entrevista à emissora Fox News na terça-feira (23) que poderá revelar no futuro mais detalhes sobre o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani em 3 de janeiro, que diz ter apoiado "a 100%", apesar de já estar fora da Casa Branca na época.

    "Simplesmente não vou falar sobre isso", diz. "Talvez em 15-20 anos escreva um novo livro para dizer um pouco mais sobre isso. Isso é parte do que eu considero extremamente sério, de não revelar informação confidencial."

    O general iraniano faleceu durante um ataque de mísseis na capital iraquiana. O Pentágono afirmou que "o ataque tinha como objetivo dissuadir futuros planos de ataques iranianos" e acusou Soleimani de "desenvolver ativamente planos para atacar diplomatas e membros dos serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região".

    Qassem Soleimani foi uma figura-chave na coordenação das ações militares do Irã na região, além de ter atuado nos serviços de inteligência da nação persa.

    Vários especialistas consideram que o general assassinado era a segunda pessoa mais poderosa do Irã, a seguir ao líder supremo, aiatolá Khamenei, e que tinha mais influência que o presidente iraniano, Hassan Rouhani.

    John Bolton reiterou durante a entrevista críticas à administração Trump, que também expôs no livro "The Room Where It Happened" ("A sala onde tudo aconteceu", em tradução livre). O ex-conselheiro do presidente Trump participou da administração entre 9 de abril de 2018 e 10 de setembro de 2019.

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