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18 Agosto 2014, 17:15

Vírus ebola atravessa fronteiras

saúde, medicina, ebola, África, Ásia

O mortífero vírus ebola atingiu a Ásia. Na Índia, foi internado um homem que chegou ao aeroporto internacional Indira Gandhi, procedente da Nigéria. Na véspera, na zona de trânsito do aeroporto de Abu Dhabi, morreu uma mulher, que seguia à Índia proveniente da Nigéria.

Foram-lhe diagnosticados alegados sintomas da febre ebola.

Aeroportos de vários países estão recebendo equipamentos suplementares, incluindo câmaras térmicas e brigadas de médicos. A maior atenção tem sido dedicada aos voos da África e cidadãos dos países africanos.

A Organização Mundial da Saúde já introduziu limitações à deslocação de pessoas contaminadas. Esta categoria abrange os doentes com sintomas suspeitos: tais pessoas podem ser hospitalizadas em regime de quarentena até que sejam feitos exames necessários.

Acontece que até hoje o ebola não tem cura, sendo o isolamento um único meio de evitar a pandemia, realça o especialista em virologia, Viktor Larichev:

“O vírus se propaga através de líquidos produzidos pelo homem. Por isso, tudo que estiver em contato com o doente poderá ficar contaminado. Dai, a necessidade de isolamento completo. Na Rússia, tal seria um compartimento isolado, no qual podem entrar médicos, vestidos de escafandros. Mas na África, o nível de serviços epidemiológicos é muito baixo, sendo, pois, indispensáveis medidas drásticas semi-militares”.

Na Libéria, os locais em que permanecem os pacientes contaminados são protegidos por guardas armados. Tal opção surgiu devido à ação de bandidos que, dias antes, tinham atacado uma enfermaria de isolamento na capital liberiana. Eles quebraram a porta, soltaram 20 doentes em quarentena e roubaram equipamentos, inclusive os colchões e a roupa de cama. Na sequência disso, o risco de propagação da doença veio aumentar múltiplas vezes.

O problema tem sido agravado pelo fato de que muitos habitantes da Guiné, Libéria, Nigéria, Serra Leoa e de outros países do oeste africano, afetados pelo surto da doença, se recusam a seguir prescrições de médicos: preferem morrer em casa, pondo em perigo a vida dos familiares. Na opinião de alguns, a morte se causa não pelo vírus, mas por fatores religiosos ou devido à conspiração da civilização ocidental.

Tudo isso e outras superstições tem dificultado o combate à propagação da ebola, assinala o epidemiologista Serguei Romanchuk:

“Tais precedentes não são uma novidade. No Haiti, por exemplo, em que se assistiu a um surto de cólera, a população local também pensava ser vítima de contaminação organizada por pessoas de raça branca. Assim, alguns habitantes locais tinham agredido funcionários e médicos da Organização Mundial da Saúde. No Haiti, o ambiente cultural é idêntico aos costumes liberianos. As pessoas são analfabetas e pouco educadas. Em todo o caso, a epidemia poderá ser vencida. A questão é de forças e meios a utilizar. Um isolamento completo do país sairá muito mais caro”.

Enquanto isso, o número de vítimas da ebola atingiu, no fim da semana passada, 1.145 pessoas. O número de doentes é duas vezes maior com uma possibilidade de sobreviverem igual a 1:10.

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