18:44 24 Novembro 2020
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    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, não se reunirá com o presidente Recep Tayyip Erdogan ou outros membros do governo durante sua vista à Turquia na próxima semana, o que é uma situação bastante incomum.

    Na sexta-feira (13) oficiais dos EUA informaram aos jornalistas sobre a próxima turnê de Pompeo, devendo o secretário de Estado visitar sete países em dez dias e se focar essencialmente em questões de liberdade religiosa.

    Em Istambul ele planeja se encontrar com figuras religiosas, incluindo o patriarca ecumênico Bartolomeu I e o líder cristão ortodoxo grego. No entanto não viajará para a capital, Ancara.

    Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia rotulou as reuniões planejadas de Pompeo como interferência "extremamente inapropriada", insistindo que o país protege os direitos dos cidadãos de várias crenças de praticar livremente as suas religiões.

    Porém, segundo escreve a Bloomberg, um alto funcionário turco em condições de anonimato contou uma história diferente, dizendo que Pompeo recusou um convite do chanceler da Turquia Mevlut Cavusoglu para ir a Ancara durante sua visita e, em vez disso, pediu a Cavusoglu que viesse a Istambul para se encontrar com ele.

    De acordo com o alto funcionário, o chanceler turco ficou ofendido por Pompeo tratar Ancara com frieza antes de deixar seu cargo.

    A turnê do secretário de Estado dos EUA inclui sete países: França, Turquia, Geórgia, Israel, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Arábia Saudita.

    A viagem ocorre em um momento um tanto constrangedor, dado que muitos líderes com quem Pompeo vai se encontrar já parabenizaram Biden pela vitória nas eleições presidenciais nos EUA, que tanto Pompeo como Trump se recusam a reconhecer.

    Visita de Pompeo a assentamento na Cisjordânia

    Segundo informações, durante a sua visita a Israel na próxima semana, é esperado que o chefe da diplomacia dos EUA visite uma empresa vinícola em um assentamento na Cisjordânia e as contestadas Colinas de Golã.

    Se for verdade, Pompeo se tornaria o primeiro secretário de Estado dos EUA a visitar um dos assentamentos, que são considerados ilegais pela maioria da comunidade internacional.

    Bandeira israelense em frente à aldeia de Majdal Shams nas colinas de Golã controladas por Israel
    © AP Photo / Ariel Schalit
    Bandeira israelense em frente à aldeia de Majdal Shams nas colinas de Golã controladas por Israel

    O primeiro-ministro palestino Mohammed Shtayyeh condenou os planos de Pompeo.

    Lamentamos a intenção do secretário de Estados dos EUA Mike Pompeo de visitar o assentamento ilegal de Psagot, construído em terras pertencentes a proprietários palestinos na cidade de Al-Bireh, durante sua viagem a Israel na próxima semana. Este precedente perigoso legaliza os assentamentos [e é] um golpe na legitimidade internacional e nas resoluções da ONU.

    A visita de Pompeo acontece exatamente um ano depois de ele dizer que os EUA não consideravam os assentamentos judaicos na Cisjordânia ilegais, contrariando a política norte-americana de longa data em relação às comunidades da Cisjordânia.

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    Tags:
    Colinas de Golã, Cisjordânia, Israel, Donald Trump, visita oficial, Recep Tayyip Erdogan, Turquia, Estados Unidos, Mike Pompeo
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