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    Na opinião de observador turco, a China, Rússia, Cuba e Turquia, ao contrário dos países da OTAN, estão prestando "verdadeira ajuda humanitária".

    A atuação na OTAN em meio à pandemia mostra a profundidade da crise vivida nessa organização, disse o publicista e observador político turco Gaffar Yakinca à Sputnik Turquia.

    "Apesar do apoio limitado a alguns pequenos Estados membros da OTAN, não há um único país entre os aliados que possa prestar assistência substancial no exterior", disse ele.

    Ele acrescentou que há apenas uma exceção: a Turquia. Mas, na opinião do especialista, o país não representa a OTAN nesta matéria, pois é uma "decisão pessoal e independente do Estado turco".

    Entre os países que prestam assistência humanitária na luta contra a pandemia estão a China, a Rússia, a Turquia e Cuba, disse ele.

    "As ações da Turquia podem ser consideradas como verdadeira ajuda humanitária", ressaltou.

    Segundo Yakinca, países como a Itália e a Espanha, em meio à crise provocada pela pandemia, estão passando pelo mesmo desapontamento que a Turquia, devido ao abandono da Aliança no sentido político.

    "A OTAN é uma enorme organização com recursos poderosos, mas, diante da tragédia humanitária que a Itália, um importante membro da Aliança, está vivendo, o apoio da OTAN é praticamente invisível", enfatizou ele, sublinhando a importância da ajuda russa.

    O especialista também apontou os danos à imagem pública da OTAN, que se mostrou ser uma organização que não tem realmente os recursos ou capacidade que lhe são atribuídos.

    "A OTAN pode ser capaz de mobilizar um poder militar e econômico sério, mas isso parece pouco provável. E mesmo que isso aconteça, acho que seria extremamente difícil para a Aliança a partir de agora preencher o vácuo que foi criado durante a epidemia", disse ele.

    De acordo com Gaffar Yakinca, a Europa enfrenta agora o mesmo problema que a Turquia enfrentou antes.

    Mulher com máscara protetora passa por vitrine de loja em Paris durante pandemia, França, 14 de abril de 2020
    © AFP 2020 / Alain Jocard
    Mulher com máscara protetora passa por vitrine de loja em Paris durante pandemia, França, 14 de abril de 2020

    "A Aliança decepcionou a Turquia por muito tempo em termos de segurança, e agora a Europa está decepcionada com a necessidade de lidar com a epidemia de forma individual. Neste caso, a OTAN reprova no teste", disse o observador.

    Aquisição dos S-400 ou sanções

    No contexto da complexa situação pandêmica, os EUA continuam ameaçando Ancara pela utilização do sistema de defesa antiaéreo russo S-400. O Departamento de Estado norte-americano lembrou mais uma vez à Turquia que a aquisição de sistemas de mísseis antiaéreos russos poderia levar à imposição de sanções por parte de Washington.

    O especialista chamou esta declaração de "inaceitável e inoportuna".

    "É preciso entender que muitos processos e fenômenos que se observavam antes desta crise epidemiológica no mundo continuarão relevantes mesmo depois dela", ressaltou.

    Ele admitiu a existência de sérios problemas nas relações entre a Turquia, a OTAN e os EUA sobre a questão da segurança. Como resultado dessas discordâncias, Ancara traçou sua própria linha política, o que causa descontentamento nos Estados Unidos, explicou Yakinca.

    Segundo o especialista, as ameaças dos EUA em relação à compra e uso dos mísseis S-400 pela Turquia não foram levadas a sério por Ancara, e também não causaram boa impressão na Europa.

    "Podemos dizer com confiança que a pressão e as ameaças dos EUA não podem forçar a Turquia a abandonar seu rumo escolhido", concluiu Yakinca.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Espanha, Itália, Cuba, China, Sputnik, Sputnik Turquia, COVID-19, Rússia, OTAN, Turquia
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