08:03 23 Janeiro 2020
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    Já que a Turquia e a Rússia estão reestabelecendo relações, Washington deve também se reconciliar com Moscou, opinou à Forbes o cientista político Doug Bandow.

    O especialista norte-americano, ex-assessor do presidente Ronald Reagan e atual pesquisador sênior do Instituto Cato, opinou ao jornal que as autoridades dos EUA deve tirar ilações da atual situação em torno das relações entre a Rússia e a Turquia.

    "Se a Turquia e a Rússia podem se reconciliar, então Washington e Moscou também podem", disse.

    O artigo da Forbes foi publicado cerca de uma semana após o presidente russo Vladimir Putin ter realizado uma conversa telefônica com o seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan, durante a qual os dois políticos concordaram em realizar um encontro pessoal ainda este ano.

    Antes da conversa, Erdogan tinha expressado através de uma carta a Putin suas condolências relativamente o caso de avião russo Su-24, derrubado pela Força Aérea turca nos finais de 2015, que provocou a morte do piloto.

    O cientista político Bandow sublinha a este respeito que "a redução das tensões entre os dois [países] é bom para eles e para a região, bem como para os EUA e a OTAN". além disso, ele acha que "um conflito entre Moscou e Ancara em cima da guerra civil síria seria uma completa loucura".

    A mesma opinião foi expressa pelo professor do Instituto de Relações Internacionais de Moscou Andranik Migranyan em uma entrevista à Sputnik. O professor sublinhou a importância de uma parceria mais ampla no problema de terrorismo entre a Rússia e países ocidentais.

    O especialista russo recordou o atentado no aeroporto de Istambul em 28 de junho, quando pelo menos 44 pessoas morreram e mais de 239 ficaram feridas.

    "Se os parceiros ocidentais cooperassem mais com serviços secretos russos, este atentado no aeroporto de Istambul poderia ter sido evitado," declarou.

    A este respeito, cabe lembrar também a declaração de Frank-Walter Steinmeier, ministro das Relações Exteriores da Alemanha, que chamou a Europa, especialmente os países-membros da OTAN, a cooperar com Moscou em nome da segurança europeia. Ele referia-se aos exercícios militares perto das fronteiras russas.

    A respectiva declaração foi feita durante a cerimónia de encerramento dos exercícios da OTAN Anaconda 16, na Polônia.

    Os exercícios foram realizados entre 7 e 17 de junho, tendo contado com participação de mais de 31 mil soldados de 24 países, sendo os maiores na Europa desde o fim da Guerra Fria.

    Além disso as manobras foram realizadas nas vésperas da cúpula da OTAN, que está prevista para 8-9 de julho na Varsóvia.

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    Forbes: EUA deveriam seguir exemplo da Turquia e restabelecer relações com Rússia
    Tags:
    retórica, opinião, diplomacia, Turquia, EUA, Rússia
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