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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha os destaques desta quinta-feira (11), marcada pelas mais de duas mil mortes por COVID-19 no Brasil, pela reação de Bolsonaro à volta do ex-presidente Lula, pela possível legalização da cannabis no México e os dez anos do acidente nuclear de Fukushima.

    Brasil supera a marca de 2 mil mortos pela COVID-19 em 24 horas

    Nesta quarta-feira (10), o Brasil superou a triste marca de mais de dois mil mortos pela COVID-19 em somente 24 horas. Em São Paulo, quase dois mil pacientes aguardam leito para tratamento de COVID-19. O governo do estado anunciou a criação de mais 338 leitos, mas admitiu que a situação é preocupante. O estado de Santa Catarina está com taxa de ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de 96,25% e cerca de 420 pessoas em estado grave aguardam atendimento intensivo. Hospital de campanha reativado em Salvador na semana passada já se encontra com 97% dos leitos de UTI ocupados. O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, acredita que "o nosso sistema de saúde está muito impactado, mas não colapsou e nem vai colapsar". O Brasil confirmou mais 2.349 mortes e 80.955 casos de COVID-19, totalizando 270.917 óbitos e 11.205.972 diagnósticos da doença, informou consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Parentes acompanham enterro de vítima da COVID-19, no cemitério Inhaúma, Rio de Janeiro, 10 de março de 2021
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Parentes acompanham enterro de vítima da COVID-19, no cemitério Inhaúma, Rio de Janeiro, 10 de março de 2021

    Palácio do Planalto promove mudança de rumos após volta de Lula

    Nesta quarta-feira (10), o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usou máscara durante cerimônia de assinatura de lei que facilita a compra de vacinas contra a COVID-19. O gesto atípico do presidente foi feito após mudança no cenário político brasileiro com a retomada dos direitos políticos do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Em conferência de imprensa, Lula recomendou: "Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente da República ou do ministro da saúde. Tome vacina". Em resposta, o senador Carlos Bolsonaro pediu em aplicativo de mensagem que apoiadores divulgassem foto de seu pai com a mensagem "nossa arma é a vacina". A postagem foi replicada pela Secretaria de Comunicação do Planalto, cujo chefe, Fábio Wajngarten, foi exonerado nesta quarta-feira (10). O almirante Flávio Augusto Viana Rocha assumiu a pasta interinamente.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usa máscara protetora durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 10 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usa máscara protetora durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 10 de março de 2021

    Biden quer comprar mais vacinas e distribuir eventuais excedentes

    Nesta quarta-feira (10), o presidente dos EUA, Joe Biden, solicitou à sua administração que adquira mais 100 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson contra a COVID-19 para prevenir os estoques norte-americanos de "desafios inesperados" da pandemia. As vacinas serão destinadas a residentes dos EUA, mas eventuais excedentes poderão ser distribuídos a outros países. "Não estaremos seguros até que o mundo esteja seguro", disse Biden. Na Organização Mundial do Comércio (OMC), no entanto, países desenvolvidos, apoiados pelo Brasil, bloquearam iniciativa para quebrar a patente de vacinas contra a COVID-19, que poderia acelerar a produção de imunizantes em países em desenvolvimento.

    Farmacêutico se veste de super-herói para aplicar vacina contra a COVID-19 em idosos, Collegeville, Pensilvânia, EUA, 7 de março de 2021
    © REUTERS / Hannah Beier
    Farmacêutico se veste de super-herói para aplicar vacina contra a COVID-19 em idosos, Collegeville, Pensilvânia, EUA, 7 de março de 2021

    Congresso mexicano aprova projeto de lei histórico sobre legalização da maconha

    Na noite desta quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados do México aprovou projeto de lei que descriminalizaria o uso recreativo, médico e científico da cannabis, o que poderia criar um dos maiores mercados para a planta do planeta. O projeto conta com o apoio do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador, cujo partido Morena tem maioria em ambas as Casas do Congresso, reportou a Reuters. Para ele, a legalização será eficaz no combate aos cartéis de drogas que dominam o país. O projeto prevê a criação de cinco tipos de licenças para cultivo, transformação, venda, pesquisa e exportação ou importação de maconha. Somente maiores de 18 anos com autorização especial poderão cultivar, transportar ou consumir maconha e seus derivados.

    Manifestante favorável à legalização da maconha segura vaso da planta durante ato na Cidade do México, México, 9 de março de 2021
    © REUTERS / Carlos Jasso
    Manifestante favorável à legalização da maconha segura vaso da planta durante ato na Cidade do México, México, 9 de março de 2021

    Japão faz minuto de silêncio para marcar 10 anos do desastre em Fukushima

    Nesta quinta-feira (11), o Japão observou minuto de silêncio em memória às cerca de 20 mil vítimas dos desastres em Fukushima. Há exatos dez anos, forte terremoto seguido por um tsunami atingiu o local, provocando um grave acidente em usina nuclear. Entre os sobreviventes, cerca de 11 mil pessoas foram evacuadas em função da radiação. O imperador Naruhito do Japão disse que "muitos daqueles que foram afetados, apesar de terem sofrido danos inimagináveis, superaram numerosas dificuldades ajudando uns aos outros". Até hoje, milhares de pessoas seguem deslocadas e cerca de 2% da prefeitura de Fukushima é mantida isolada em função da tragédia.

    Pessoa reza em homenagem às vítimas do desastre de Fukushima, em Iwaki, Japão, 11 de março de 2021
    © REUTERS / Kim Kyung-Hoon
    Pessoa reza em homenagem às vítimas do desastre de Fukushima, em Iwaki, Japão, 11 de março de 2021

    Navio de guerra dos EUA transita pelo estreito de Taiwan após alerta de 'invasão' chinesa

    Nesta quinta-feira (11), navio de guerra dos EUA trafegou pelo estreito de Taiwan, um dia após almirante norte-americano alertar para "risco de invasão" chinesa da ilha. O destróier de mísseis guiados USS John Finn, da classe Arleigh Burke, navegou pela hidrovia que separa o continente chinês de Taiwan, informou a 7ª Frota dos EUA. No dia anterior, o almirante Philip Davidson, comandante das Forças Navais dos EUA na região Ásia-Pacífico, declarou em audiência no Senado norte-americano que se preocupa que a China "está acelerando suas ambições para suplantar os EUA e nossa liderança na região [...] até 2050". O almirante alertou que Pequim poderia invadir Taiwan nos próximos seis anos. A China criticou os comentários, acusando o almirante de "exagerar" as pretensões militares chinesas.

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    Tags:
    Fukushima, Japão, legalização da maconha, México, China, Taiwan, Joe Biden, EUA, OMC, COVID-19, Lula, Jair Bolsonaro, pandemia, vacina, Brasil
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