14:14 02 Julho 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nos acontecimentos mais relevantes desta quinta-feira (11), marcada pelas suspeitas quanto ao padrão de vida do bombeiro preso no caso Marielle, por protestos contra a violência policial em Israel e alerta de Pyongyang para que os EUA para não "metam o nariz" nos assuntos coreanos.

    Brasil ultrapassa EUA e Reino Unido em número de óbitos diários por COVID-19

    De acordo com o consórcio de veículos de imprensa e secretarias de saúde, o Brasil registra mais de 775 mil casos de COVID-19 e 39.797 vítimas fatais. Nas últimas 24 horas, o país confirmou 1.300 mortes pela doença, número diário superior aos dos EUA e Reino Unido. São Paulo, que tem mais de 156 mil casos de COVID-19, também bateu recorde, com 340 mortes em 24 horas. De acordo com a Folha de São Paulo, nove estados da federação estão com taxa de ocupação de leitos de UTI superior a 80% nos hospitais estaduais. Os casos mais preocupantes são Amapá, Pernambuco, Acre e Rio Grande do Norte.

    Funcionários de loja usam equipamentos de proteção, à medida que comércio reabre na cidade de São Paulo, 10 de junho de 2020
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Funcionários de loja usam equipamentos de proteção, à medida que comércio reabre na cidade de São Paulo, 10 de junho de 2020

    Bombeiro preso no caso Marielle tem mansão de R$ 1,9 milhão e BMW na garagem

    O sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, preso nesta quarta-feira (10) por suspeita de ocultar armas usadas no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, será investigado por lavagem de dinheiro, informou a Polícia Civil. O bombeiro mora em mansão avaliada em R$ 1,9 milhão em condomínio de luxo, no Rio de Janeiro. Na garagem, um BMW X6 de R$ 170 mil. De acordo com a UOL, o advogado do bombeiro negou que o alto padrão de vida de seu cliente fosse incompatível com seus ganhos, dizendo que a renda "vai ser comprovada no momento apropriado".

    Irmão de George Floyd faz discurso emocionado no Congresso dos EUA

    O irmão mais novo da vítima de violência policial George Floyd, Philonise Floyd, fez um discurso emocionado no Congresso dos EUA, nesta quarta-feira (10), dizendo que seu irmão não "merecia morrer por causa de US$ 20". "É isso o que a vida de um homem negro vale? US$ 20?", questionou. Ele acusou o policial Derek Chauvin de crime premeditado, uma vez que o policial e seu irmão trabalhavam juntos como seguranças de uma casa noturna. Para Philonise Floyd, Chauvin "simplesmente não gostava" do seu irmão. "Deve ter alguma coisa a ver com racismo", ponderou.

    Irmão de George Floyd, Philonise Floyd, durante audiência no Congresso dos EUA, em Washington, 10 de junho de 2020
    © REUTERS / Erin Schaff
    Irmão de George Floyd, Philonise Floyd, durante audiência no Congresso dos EUA, em Washington, 10 de junho de 2020

    Com pacotes de ajuda atrasados, EUA ultrapassam 2 milhões de casos de COVID-19

    EUA ultrapassam 2 milhões de casos de COVID-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA). A pandemia já vitimou 112 mil pessoas nos EUA, país mais atingido mundialmente pelo novo coronavírus. Apesar disso, os pacotes de ajuda trilionários anunciados por Washington ainda não foram liberados. Nesta quarta-feira (10), o diretor do Departamento do Tesouro dos EUA, Jerome Powell, disse ainda não ser "tarde demais" para iniciar os repasses do programa de ajuda à pequenas e médias empresas, chamado "Main Street", três meses após o banco central do país alocar US$ 600 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) para o pacote de auxílio.

    Polícia israelense prende 4 pessoas durante protestos em Jaffa

    Nesta quinta-feira (11), a polícia israelense prendeu quatro pessoas na região de Jaffa, durante o segundo dia de protestos no país. As manifestações tiveram início após a polícia matar o palestino Eyad Hallaq, de 32 anos, que correu de policiais de fronteiras, em Jerusalém. Paciente com Alzheimer, Hallaq estava desarmado no momento de sua morte. A polícia israelense informou que prendeu "quatro pessoas na região de Jaffa, suspeitas de participarem dos tumultos, jogarem pedras contra a polícia e atearem fogo em caçambas de lixo".

    Ativistas israelenses durante protesto contra a morte do palestino Eyad Hallaq, vítima de violência policial, na cidade de Jerusalém, 9 de junho de 2020
    © AFP 2020 / Ahmad Gharabli
    Ativistas israelenses durante protesto contra a morte do palestino Eyad Hallaq, vítima de violência policial, na cidade de Jerusalém, 9 de junho de 2020

    Coreia do Norte diz que interferência dos EUA nos assuntos coreanos pode afetar eleições

    Nesta quinta-feira (11), a Coreia do Norte declarou que os EUA não deveriam interferir nos assuntos coreanos, caso queiram que suas eleições presidenciais decorram sem distúrbios, reportou a KCNA. "Se os EUA meterem o nariz nos assuntos alheios", poderão ser confrontados com "coisas desagradáveis, difíceis de lidar" durante as eleições presidenciais, declarou o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang, Kwon Jong Gun. A declaração foi feita após o Departamento de Estado dos EUA declarar "desapontamento" com a decisão de Pyongyang de cortar as comunicações com a Coreia do Sul. Leia mais sobre a reação norte-coreana

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    Assassinato de Marielle Franco, Marielle Franco, Coreia do Norte, pandemia, COVID-19, Brasil, EUA
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