01:15 19 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    0 183
    Nos siga no

    Após um caso de alegada espionagem de representantes russos na Bulgária, Sófia anunciou que dois diplomatas da Rússia têm agora um prazo de 72 horas para deixar o país.

    As autoridades búlgaras declararam dois diplomatas russos "personae non gratae" em conexão a "escândalo da espionagem", referiu a Embaixada da Rússia em Sófia, Bulgária.

    "A investigação concluiu que dois cidadãos da Federação da Rússia conduziram atividades de inteligência sem controle, incompatíveis com as relações diplomáticas", disse a promotoria búlgara em uma declaração.

    Os diplomatas russos receberam 72 horas para deixar o país.

    A embaixada russa descreveu a expulsão dos representantes como infundada.

    "Somos lamentavelmente obrigados a declarar que esta última diligência sem fundamento das autoridades búlgaras não contribuirá para a construção de um diálogo construtivo russo-búlgaro", mencionando também que Moscou se reserva o direito de responder.

    Leonid Slutsky, diretor do Comitê Estatal da Duma Federal, câmara baixa do Parlamento russo, também criticou a decisão de Sófia, afirmando ser baseada em "mania de espionagem".

    "A mania de espionagem está se intensificando na Bulgária. Este não é o primeiro caso de expulsão de diplomatas russos por razões rebuscadas em um período de tempo muito curto. Como em todas as outras situações, a Rússia, tenho certeza, responderá de forma recíproca", comentou, em referência a semelhantes passos em 2020.

    "Ao mesmo tempo, não se pode deixar de notar que tais medidas complicam seriamente as relações bilaterais e incentivam do nada o desenvolvimento de tendências russofóbicas nas estruturas europeias."

    Entenda o caso

    Na última semana, o Ministério Público da Bulgária anunciou a detenção de seis pessoas relacionadas à segurança nacional que alegadamente "transmitiram dados confidenciais a outro Estado", incluindo documentos da OTAN encontrados na casa de Petr Petrov, coronel e vice-presidente do Departamento de Orçamento do Ministério da Defesa da Rússia. Um suspeito foi liberado sob fiança.

    Incidentes semelhantes ocorreram em 2020, com Moscou apontando a falta de provas e respondendo da mesma forma.

    Mais:

    Promotores búlgaros acusam diplomatas russos de espionagem
    Venezuela dá 72 horas para chefe da delegação da União Europeia deixar o país (VÍDEO)
    UE declara 'persona non grata' chefe de missão diplomática da Venezuela
    Tags:
    Parlamento, Sófia, Leonid Slutsky, Ministério da Defesa da Rússia, Ministério da Defesa, OTAN, Ministério Público, Rússia, Bulgária
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar