09:03 23 Junho 2021
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    Almirante Charles Richard, o chefe do Comando Estratégico dos EUA (STRATCOM), anunciou que Washington apoia a expansão da base negocial no domínio da regulamentação do arsenal nuclear.

    Anteriormente, o Pentágono havia expressado por várias vezes receios relativamente ao sucesso da Rússia e China na modernização de suas tríades nucleares.

    Os especialistas sugerem que os EUA estão descontentes com o surgimento de novos meios de ataque, incluindo armas hipersônicas, no arsenal de ambos os países.

    De acordo com o alto comandante norte-americano, Washington, Moscou e Pequim deveriam reduzir a importância das armas nucleares nas forças armadas. Neste contexto, o comandante do STRATCOM falou sobre a necessidade de iniciar o diálogo com Moscou sobre armamentos "não abrangidos pelo tratado".

    "Uma coisa pode ser dita sobre os EUA e a Rússia – até mesmo durante toda a Guerra Fria, por mais tensão que houvesse em certas fases – nós sempre mantivemos o diálogo e isso era muito valioso", recordou Richard durante uma videoconferência organizada pela Instituição Brookings.

    Além disso, o alto comandante dos EUA afirmou que faria sentido incluir a China no processo de negociação, uma vez que o Pentágono está preocupado com os programas de modernização do arsenal nuclear que estão sendo implementados na Rússia e China.

    Lançamento do novíssimo míssil russo Avangard
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Lançamento do novíssimo míssil russo Avangard

    Em seu discurso Richard enfatizou que, pela primeira vez na história, os EUA enfrentam dois rivais com poder militar semelhante e que possuem armas nucleares.

    Vale recordar que, em seu discurso anual, o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmou que até 2024 a parcela de armas e equipamentos modernos nas forças russas será de cerca de 76%. No caso da tríade nuclear este índice vai ultrapassar 88% já neste ano.

    Segundo observa Aleksei Podberyozkin, diretor do Centro de Estudos Político-Militares do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, os EUA acompanham atentamente o progresso dos programas de rearmamento das forças estratégicas nucleares da Rússia e da China.

    Entretanto, as declarações de Richard e outras personalidades oficiais do Pentágono indicam que o comando militar dos EUA está ciente do atraso tecnológico em uma série de armamentos e está buscando maneiras de eliminar esse atraso.

    "Os americanos receiam que em alguns programas estejamos à frente deles. Por exemplo, em projetos de mísseis hipersônicos a Rússia está entre 5 e 7 anos à frente dos EUA. Relativamente à eficácia dos mísseis intercontinentais, torpedos submarinos pesados e outros armamentos, também estamos à frente", disse ao canal RT.

    Analistas opinam que a maior preocupação para Washington é suscitada pelas novas armas de ataque russas, entre as quais estão os mísseis balísticos intercontinentais Sarmat, sistemas Avangard e mísseis hipersônicos Tsirkon e Kinzhal, entre outros.

    "Devido à dificuldade de neutralizar essas armas, os americanos cogitam sobre como tentar incluí-las em diversos acordos. Em outras palavras, como criar barreiras jurídicas para seu futuro desenvolvimento, produção em série e implantação", opina especialista.

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    Tags:
    Rússia, China, EUA, armas hipersônicas, armas nucleares, tecnologia militar
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