06:23 12 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    41311
    Nos siga no

    A Rússia e China já estão testando armas hipersônicas e este novo tipo de armamento sofisticado é bastante complexo para se defender. De acordo com The National Interest são várias as entidades militares dos EUA que estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas de rastreamento e combate contra armas hipersônicas.

    Tendo em conta a velocidade a que os meios hipersônicos manobram e a distância que são capazes de percorrer, não é de estranhar que este tipo de armas represente uma nova e significativa ameaça para os militares dos EUA, escreve o colunista Kris Osborn.

    De acordo com ele, é por isso que as Foças Espaciais dos EUA, um recém-formado formado ramo militar do país, também está envolvido neste trabalho. O jornalista observa ainda que os adversários de Washington – China e Rússia – já estão conduzindo testes que envolvem estas armas avançadas.

    Existem obviamente muitos aspetos que representam grandes desafios na questão de como se defender contra armas hipersônicas.

    Nesta questão, a Força Espacial dos EUA tem a vantagem de ser capaz de identificar, detectar e rastrear estes meios a partir do espaço de forma atempada e eficaz, disse recentemente Joel Mozer, cientista-chefe da Força Espacial.

    As armas hipersônicas são, em praticamente todos os aspetos, uma ameaça multidomínio, pois podem atacar alvos no mar, em terra, no ar e até no espaço, e é por isso que o Pentágono tem se colocado uma série de questões. Por exemplo, o que acontece se uma arma antissatélite for capaz de se mover a velocidades hipersônicas, ou como proteger navios de guerra, centros de comando ou satélites.

    Testes do míssil de cruzeiro russo Burevestnik com propulsão nuclear
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Testes do míssil de cruzeiro russo Burevestnik com propulsão nuclear

    Embora uma vasta gama de assuntos neste contexto sejam informações restritas ao público em geral, o autor do artigo propõe refletir nessas questões. Por exemplo, um interceptador de armas hipersônicas teria que voar a velocidades hipersônicas? Seria possível atingir uma arma hipersônica com um laser? Como deve ser a rede de radares e sistemas de alerta de lançamento para rastrear o voo de armas hipersônicas?

    Tendo em conta todo o nível e a natureza da ameaça que este armamento representa, não admira que a Força Espacial e o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea estejam trabalhando em estreita colaboração com a Marinha, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, na sigla em inglês) e Agência de Defesa contra Mísseis para partilhar dados e tecnologias de desenvolvimento relativamente a este assunto.

    Em meados de março, Glen VanHerck, general da Força Aérea e chefe do Comando Norte dos EUA, disse que a Rússia teria implantado "uma nova geração de mísseis de cruzeiro de longo alcance e de alta precisão contra alvos terrestres, incluindo hipersônicos," que "complicam nossa capacidade de detectar e se defender de um ataque aéreo, marítimo e até mesmo [de ataques] a partir de solo russo".

    Mais:

    Furtivos e poderosos: revista norte-americana destaca capacidades dos mísseis da Coreia do Norte
    General dos EUA diz que o programa de criação de míssil de longo alcance é uma ideia 'estúpida'
    Míssil hipersônico dos EUA falha em lançamento durante testes, diz Força Aérea
    Tags:
    Rússia, China, Pentágono, defesa antimísseis, armas hipersônicas
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar