18:35 16 Abril 2021
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    Pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, revelaram espécies de serpentes que adquiriram proteção contra neurotoxinas semelhante a dois lados de um íman se repelindo um do outro.

    Algumas das serpentes evoluíram de forma a evitar serem comidas por outras espécies venenosas, de acordo com estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society: B.

    Como exemplo, os cientistas apontaram a píton birmanesa e a cobra toupeira do sul da África que são ambas espécies lentas e vulneráveis a outras cobras, mas também resistentes a neurotoxinas.

    "Mas pítons asiáticas que vivem nas árvores quando bebês, e as pítons australianas que não vivem ao lado de cobras comedoras de cobras neurotóxicas, não têm esta resistência", aponta Bryan Fry, professor associado do Laboratório de Evolução de Toxinas da Universidade de Queensland, Austrália, e coautor do estudo, citado pelo portal News Medical.

    O pesquisador explicou que a proteção contra envenenamento funciona de forma semelhante à maneira como dois lados de um íman se repelem um do outro, em que "o alvo das neurotoxinas venenosas das cobras é um receptor nervoso com carga fortemente negativa", causando a evolução das neurotoxinas no sentido de superfícies carregadas positivamente, com o objetivo de paralisar o alvo e comê-lo.

    "Mas algumas cobras evoluíram para substituir um aminoácido com carga negativa em seu receptor por um com carga positiva, o que significa que a neurotoxina é repelida."

    "Nós mostramos que esta característica evoluiu pelo menos dez vezes em diferentes espécies de cobras", informou.

    Segundo Fry, é uma mutação genética "engenhosa", e que todo o mundo tem falhado até agora, apesar de já ter sido encontrada em algumas espécies, como mangustos, e em pelo menos duas ocasiões em cobras venenosas, em evitar suas próprias neurotoxinas.

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    Tags:
    Universidade de Queensland, Birmânia, África, Austrália
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