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    Entre os objetos romanos encontrados na cidade de Libisosa estão um capacete de ferro e uma espada de meados do século II a.C.

    Arqueólogos descobriram na cidade histórica de Libisosa, em Albacete, Espanha, 32 armas do período pré-romano e das guerras civis de Roma. Fernando Quesada Sanz e Héctor Uroz Rodríguez, os arqueólogos responsáveis pela descoberta, publicaram um artigo na revista científica Gladius sobre o achado.

    "Para o período que conhecemos como […] período republicano romano na Hispânia, o lote de armas [encontrado agora] é um dos mais completos e importantes da Península Ibérica, pela sua relevância e qualidade ao nível dos de [outras vilas romanas como] Numancia, Caminreal ou Osuna", lê-se no estudo.

    Estas são armas ofensivas e defensivas, explicam os autores. Além disso, vários equipamentos para cavalos foram descobertos. Uma das armas mais interessantes encontradas pelos arqueólogos é uma espada, de meados do século II a.C. "Foi encontrada encostada verticalmente em uma parede, o que causou uma curvatura involuntária da lâmina", diz o artigo.

    ​Arqueólogos surpresos com as armaduras e armas ibéricas e romanas encontradas na antiga cidade de Libisosa, no sudeste da Espanha.

    Quanto às armas de haste, foram encontradas várias pillas e dardos armas que eram, junto com os gládios, elementos básicos dos legionários romanos. Da mesma forma, foram encontrados dois umbos, peças de concha de ferro colocadas no centro dos escudos para proteção adicional da mão do legionário.

    Outro objeto encontrado é um capacete completo, do tipo Montefortino, pesando mais de 1,5 quilo. O capacete, que foi utilizado por romanos do o século III a.C. até o século I a.C, foi encontrado com "alguns objetos excepcionais", em uma pequena casa que provavelmente servia para "algum tipo de ritual", supõem os autores. Eles indicam que anteriormente um recipiente com dois guerreiros ibéricos, também usando capacetes Montefortino, foi achado na mesma cabana.

    Objetos podem ter sido reutilizados

    No artigo, os arqueólogos explicam que a origem romana ou ibérica das peças militares não implica que tenham sido esses os últimos a usá-las. As armas foram perdidas no campo de batalha e podem ser perfeitamente recuperadas e usadas pelo inimigo.

    "Na verdade, no século II a.C., a partir da arma em si não se pode deduzir se ela foi usada por um hispânico resistente contra Roma, um aliado hispânico de Roma ou um legionário romano", dizem os autores.

    Os pesquisadores continuarão a escavar a área de Libisosa para tentar encontrar mais respostas sobre o que aconteceu lá há centenas de milhares de anos. A verdade é que, pelo que foi reconstruído até agora, a região não teve, pelo menos em vários períodos da sua história, um passado muito pacífico.

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    Tags:
    Império Romano, Espanha, capacete, escudo, espada
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