18:28 24 Novembro 2020
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    O réptil foi encontrado por uma criança de sete anos. O ictiossauro pertence ao Triássico Médio, e seria um dos mais antigos encontrados na Rússia desse período, segundo um cientista.

    Cientistas encontraram restos de um ictiossauro na Ilha Russky, região de Primorie, sudeste da Rússia, segundo um comunicado do projeto educacional Ciência na Viagem: Primorie.

    Os Ictiossauros fazem parte de um grupo de répteis marinhos que desapareceram e cuja forma era semelhante à dos golfinhos.

    O responsável pela descoberta foi um menino russo de sete anos, Dima Sirenko, que participou do projeto, e tem o estudo de répteis antigos como hobby.

    "Minha irmã e eu estávamos brincando na costa e encontramos esta rocha incomum, que se revelou ser um ictiossauro", disse o pequeno pesquisador.

    A descoberta teria ocorrido durante uma caminhada na Ilha Russky, onde foi encontrada uma rocha quebrada após a passagem do tufão Maisak e vestígios de costelas e fragmentos fósseis nela. Os cientistas confirmaram que se tratava de um ictiossauro.

    "Na Ilha Russky, foram encontrados os restos fossilizados de um ictiossauro que viveu na Terra há cerca de 247 milhões de anos. Pode ser um dos mais antigos répteis marinhos do Triássico encontrados em território russo", informa o Oceanário de Primorie.

    Talvez os restos pertençam ao ictiossauro, e sua cabeça tenha permanecido na rocha, disse Yuri Bolotsky, chefe do Laboratório de Paleontologia do Instituto de Geologia e Gestão de Recursos Humanos da Academia de Ciências da Rússia, à Sputnik.

    No Extremo Oriente russo já tinham sido encontrados restos desses animais pré-históricos, mas nunca um esqueleto completo. As descobertas foram levadas ao Oceanário de Primorie para serem analisadas.

    De acordo com Bolotsky, pouco se sabe sobre os répteis marinhos triássicos na Rússia.

    "Presumimos que este ictiossauro é tropical, muito peculiar, e muito provavelmente se refere a durofagos, o que significa que o réptil pressionava as conchas e se alimentava de amêijoas. Conseguimos determinar a idade do achado com bastante precisão, porque as costelas do réptil estão cobertas de amonites."

    Yuri Zakharov, especialista do Instituto de Geologia do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, crê que estes moluscos pertencem ao Triássico Médio, que foi entre 247,2 milhões a 237 milhões de anos atrás.

    Em junho de 2020, o paleontólogo alemão Martin Sander encontrou os restos de uma ictiossaura fêmea grávida, Cymbospondylus duelferi, no estado de Nevada, EUA.

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    Sputnik, Academia de Ciências da Rússia, Facebook, Primorie, Rússia
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