05:47 23 Outubro 2020
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    Os cientistas afirmam que descobertas como essa serão mais comuns com o aquecimento global e que vão estudar os restos do animal na esperança de melhorar as técnicas de conservação de múmias.

    Uma camurça congelada há pelo menos 400 anos nos alpes italianos foi descoberta recentemente graças ao degelo da região. O notável estado de preservação do animal permitirá aos pesquisadores aprimorar as técnicas de conservação de múmias de gelo, que podem oferecer uma riqueza de informações científicas.

    "Graças aos nossos estudos anteriores, conhecemos os parâmetros físicos e químicos ideais para a preservação do ponto de vista microbiológico. No laboratório, levaremos a camurça a essas condições e nos concentraremos em seus efeitos no DNA", explica Marco Samadelli, especialista em conservação do centro de pesquisas Eurac Research, na Itália.

    "Esta é a primeira vez que uma múmia animal é usada dessa forma", garante Albert Zink, diretor do Instituto de Estudos de Múmias da Eurac Research, na Itália.

    Uma das mais conhecidas múmias de gelo é de Otzi, o famoso "Homem de Gelo", de 5.300 anos, encontrado por andarilhos nos alpes italianos em 1991.

    O derretimento das geleiras deve proporcionar cada vez mais descobertas de restos de animais, garante o centro de pesquisa italiano. Dessa forma, devemos esperar achados valiosos sobre o DNA de variadas espécies.

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    Tags:
    múmia, Aquecimento global, Itália
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