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    Coronavírus no mundo em meados de agosto (58)
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    O centro de pesquisa indicou as pessoas e condições em que a vacina russa deve ou não ser aplicada, bem como alertou para possíveis efeitos colaterais.

    O Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya da Rússia publicou um manual de instruções sobre o uso da vacina russa Gam-COVID-Vac (Sputnik V, como marca registrada).

    Antes de serem vacinados, diz o Centro Gamaleya, os pacientes devem ser examinados por um médico, incluindo medição da temperatura corporal. Depois disso, a pessoa deve ficar sob observação por meia hora.

    A vacinação é contraindicada para mulheres grávidas e lactantes, e para aqueles que tenham:

    • Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina;
    • Histórico de reações alérgicas graves;
    • Doenças agudas transmissíveis e não transmissíveis.
    Para aqueles que têm doenças infecciosas agudas e não infecciosas, é aconselhado administrar o medicamento depois de duas a quatro semanas após a recuperação ou melhora. Em caso de infecção respiratória viral aguda não grave e doenças gastrointestinais infecciosas agudas, a vacinação é aconselhada após normalização da temperatura corporal.
    • A vacina deve ser usada com cuidado em caso de existência de:
    • Doenças crônicas hepáticas e renais;
    • Disfunção do sistema endócrino (diabetes);
    • Doenças graves do sistema de hematopoese;
    • Epilepsia, derrame e outras doenças do sistema nervoso central;
    • Doenças do sistema cardiovascular;
    • Imunodeficiências primárias e secundárias;
    • Doenças autoimunes;
    • Doenças pulmonares, asma, bem como pacientes com diabetes e síndrome metabólica, reações alérgicas e eczema.

    Os efeitos colaterais podem incluir calafrios, febre, dor de cabeça e mal-estar geral. Efeitos menos comuns são náusea, dispepsia, redução do apetite e, às vezes, um aumento dos linfonodos regionais.

    Funcionária do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya trabalhando no desenvolvimento da vacina Sputnik V
    © Sputnik / RFPI e Centro Gamaleya
    Funcionária do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya trabalhando no desenvolvimento da vacina Sputnik V

    A vacinação deve ser feita em locais equipados com terapia antichoque. O prazo de validade da vacina é de seis meses, com risco de overdose extremamente baixo. Não há antídotos específicos para o medicamento.

    História da vacina

    A Sputnik V foi a primeira vacina contra o coronavírus a ser registrada no mundo, em 11 de agosto, tendo sido desenvolvida pelo Centro Gamaleya e pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

    A vacina é aplicada em forma de solução intramuscular, devendo ser administrada em duas etapas, com intervalos de três semanas. Esse procedimento torna possível a formação de imunidade por até dois anos, aponta o Ministério da Saúde da Rússia.

    Kirill Dmitriev, diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), informou que o fundo recebeu solicitações de mais de 20 países para a compra de um total de um bilhão de doses. Ao mesmo tempo, Dmitriev observou que a Rússia concordou em produzir vacinas em cinco países com capacidades para a produção de 500 milhões de doses por ano.

    Tema:
    Coronavírus no mundo em meados de agosto (58)

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    Tags:
    Kirill Dmitriev, Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), COVID-19, Sputnik V, Rússia
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