20:00 30 Outubro 2020
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    Coronavírus no mundo no início de agosto (51)
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    Embora a taxa de mortalidade do novo coronavírus seja quase dez vezes maior que a da gripe comum, o vírus pode ser menos agressivo.

    O vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19 matadora de quase 690 mil pessoas em todo o mundo até então, não parece ser "uma máquina de matar", embora sua taxa de mortalidade, até o momento, seja aproximadamente dez vezes maior que a da gripe comum, afirmam cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF).

    "Uma das coisas mais estranhas sobre este novo coronavírus é que ele não parece ser incrivelmente citopático, pelo que nós damos a entender [a ser um] matador de células", disse ao portal Medical Xpress o professor da UCSF, Max Krummel.

    "Gripe é realmente citopática; se você adicionar gripe a células humanas em uma placa de Petri, elas se rompem em 18 horas", agregou.

    Imagem de microscópio eletrônico de transmissão mostra SARS-CoV-2
    Imagem de microscópio eletrônico de transmissão mostra SARS-CoV-2

    No entanto, quando os pesquisadores da UCSF infectaram as células humanas com o vírus SARS-CoV-2 em uma placa de Petri, muitas das células não morreram durante muito tempo.

    Krummel afirma se tratar de "dados muito convincentes de que talvez não estamos lidando com um vírus muito agressivo".

    Por quê morrem tantos pacientes com COVID-19?

    Pesquisadores da UCSF suspeitam que a causa da morte dos pacientes com COVID-19 poderia ser o seu próprio sistema imunológico que inicia um contra-ataque muito forte ao SARS-CoV-2.

    Conforme o professor Max Krummel, uma análise preliminar dos dados coletados aponta que os sistemas imunológicos de muitos pacientes com novo coronavírus se mobilizam de forma diferente e mais agressiva contra SARS-CoV-2 do que contra vírus influenza provocador da gripe.

    Como resultado, os pulmões dos pacientes ficam "devastados", não só pelo vírus, mas também divido à "batalha imunológica que deu errado", salientam cientistas.

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    Coronavírus no mundo no início de agosto (51)

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    Tags:
    infecções graves, doenças graves, pesquisa, COVID-19, novo coronavírus, gripe, EUA
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