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    Segundo pesquisadores, o vírus não só pode ser fervido até a morte, como eliminado na água à temperatura ambiente após algum tempo.

    Pesquisadores do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor da Rússia em Novossibirsk, Sibéria, encontraram outra importante fraqueza do SARS-CoV-2: a água comum.

    No estudo, os cientistas descobriram que cerca de 90% das partículas do vírus morrem em água à temperatura ambiente no decorrer de 24 horas, com 99,9% sucumbindo em 72 horas. Além disso, os cientistas confirmaram que água fervente mata o coronavírus imediata e completamente.

    Importantemente, os pesquisadores também descobriram que, embora o vírus não se multiplique em água sem cloro e do mar, ele pode continuar existindo por algum tempo, com sua vida útil dependendo diretamente da temperatura da água. Também é ressaltado que a água com cloro é altamente eficaz para matar o SARS-CoV-2.

    Laboratório médico (imagem referencial)
    Laboratório médico (imagem referencial)

    Anatoly Altshtein, virologista, doutor em Ciências Médicas e acadêmico da Academia de Ciências Naturais da Rússia, comentou os resultados da pesquisa ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    "Todos estes dados mostram que o vírus, infelizmente, permanece na água por bastante tempo, assim como em superfícies e roupas, e isto significa que devemos nos proteger, mas isso não é muito alarmante. É preciso lavar as mãos, usar máscara e – de preferência – luvas, tratar as mãos com soluções desinfetantes", afirmou.

    As descobertas dos cientistas foram apresentadas na quinta-feira (30) pelo Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor).

    Na quarta-feira (29), a chefe do Rospotrebnadzor, Anna Popova, informou o presidente Vladimir Putin sobre o monitoramento extensivo pela agência da água do mar costeira, piscinas, parques aquáticos e fontes de água potável, e disse que depois de realizar centenas de análises, não foi encontrado nenhum risco significante de infecção transmitida pela água.

    Pesquisa do coronavírus na Rússia

    Virologistas do centro Vektor têm feito pesquisas sobre o novo coronavírus desde o início da pandemia, trabalhando para desenvolver kits de teste precisos para verificar o vírus e anticorpos, e reduzindo a escolha de candidatas da vacina até uma dúzia até o final de março.

    O centro Vektor recebeu permissão para iniciar testes clínicos em seres humanos para uma de suas vacinas na semana passada, com início dos testes na segunda-feira (27).

    O Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya russo também está desenvolvendo uma vacina contra o SARS-CoV-2.

    A Rússia tem mais de 838 mil casos confirmados de coronavírus, com mais de 637 mil recuperações e quase 14 mil fatalidades, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.

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    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)

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    Anna Popova, Rádio Sputnik, Rospotrebnadzor, COVID-19, Sibéria, Rússia
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