13:58 02 Julho 2020
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    A extinção dos répteis gigantes que habitaram nosso planeta há mais de 200 milhões de anos tem sido há muito um mistério e um tema de debate quente entre paleontólogos.

    Pesquisas conduzidas por cientistas no Colégio Universitário de Londres, Reino Unido, ofereceram provas de que uma colisão de asteroide com Terra foi a razão pela qual os dinossauros se extinguiram no Cretáceo-Paleógeno.

    Pesquisadores analisaram vários cenários de extinção e concluíram que somente o impacto de asteroide poderia resultar em um evento de extinção tão grande de dinossauros não aviários, segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

    De acordo com pesquisadores, o asteroide causou um "inverno frio prolongado que suprime potenciais habitats globais de dinossauros", enquanto o rescaldo do vulcanismo de Deccan, uma razão popular, mas muito contestada da extinção, iria, ao contrário, mitigar os efeitos mais extremos do impacto do asteroide.

    "Quando produzimos os diferentes cenários, tanto para as duas coisas acontecendo juntas, quanto completamente separadas, vemos que o asteroide é [o] único [evento] que pode erradicar completamente os habitats que podem ser adequados para os dinossauros", disse o dr. Alfio Alessandro Chiarenza, autor principal da pesquisa, citado pelo jornal The Guardian.

    O estudo envolveu a análise de dados climáticos enquanto se modelavam os impactos de vários eventos climáticos e naturais do período da habitabilidade dos dinossauros. Em particular, as pesquisas revelaram que a extinção ainda teria ocorrido devido à redução da luz solar causada pelo asteroide.

    "Mesmo que as erupções vulcânicas não tivessem ocorrido, a extinção teria acontecido em qualquer caso, pois o evento foi suficientemente grave para erradicar os habitats dos dinossauros em todo o mundo", apontou Chiarenza.

    De acordo com o cientista, os debates continuam, pois os apologistas da teoria do vulcanismo provavelmente contestarão a pesquisa, da mesma maneira como o fez Gerta Keller, professora de paleontologia e geologia da Universidade de Princeton, EUA.

    "Quando as premissas básicas de um estudo são baseadas em dados escolhidos ao gosto, os resultados são previsíveis e errados", disse ela, argumentando que o estudo ignora evidências de pesquisas recentes sobre o vulcanismo de Deccan que mostram erupções coincidindo com a extinção em massa.

    Todos os dinossauros não aviários se extinguiram há aproximadamente 66 milhões de anos. A causa de seu desaparecimento continua sendo debatida, embora as principais teorias girem em torno de uma queda de asteroide, erupções vulcânicas generalizadas ou os efeitos combinados de ambos.

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    Tags:
    The Guardian, EUA, Universidade de Princeton
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