23:35 24 Novembro 2020
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    Um estudo recém-publicado sugere que as partículas de fuligem tornaram o céu escuro a ponto de impedir que houvesse fotossíntese na base da cadeia alimentar.

    Uma pesquisa sobre o asteroide que provocou a extinção dos dinossauros alega que o impacto teria causado incêndios em todo o planeta e ocasionado surgimento de grandes quantidades de fuligem que bloquearam a luz solar.

    Devido à nuvem de fuligem, um longo período de escuridão foi iniciado, acabando com a vida da maioria dos animais do planeta, inclusive os dinossauros.

    Representação artística da morte de um dinossauro no desastre de Chicxulub, no México
    © Foto / Robert DePalma
    Representação artística da morte de um dinossauro no desastre de Chicxulub, no México
    "A pouca quantidade de luz parece ter sido um indício realmente importante que teria provavelmente sido devastador para a vida", afirmou Clay Tabor, chefe do estudo.

    O acontecimento que mudou completamente a vida na Terra ocorreu há 66 milhões de anos, quando o asteroide Chicxulub atingiu a península Iucatã, no México. A falta do calor solar levou ao resfriamento do planeta que, por sua vez, causou a perda de 75% de todas as espécies.

    No entanto, vários pesquisadores consideravam que a queda das temperaturas não teria sido tão forte para provocar uma extinção em massa.

    À procura de uma resposta, especialistas analisaram a incidência de outros fatores tais como fuligem, sulfatos e poeira originados pelo impacto do meteorito, adianta o portal Phys.org. O novo estudo afirma que as partículas de fuligem escureceram o céu a ponto de impedir que houvesse fotossíntese na base da cadeia alimentar por mais de um ano.

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    Tags:
    estudo, impacto, dinossauro, extinção, México, asteroide
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