10:09 13 Abril 2021
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    Nesta terça-feira (9), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, pediu vista sobre o processo de julgamento do ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A sessão terminou empatada com dois votos a favor e dois contra declarar atuação de Moro como parcial.

    Na segunda-feira (8), o ministro do STF Edson Fachin surpreendeu o país ao anular as condenações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que devolveu a Lula seus direitos políticos, tornando-o elegível. Na decisão, Fachin também indica prejuízo do julgamento de uma possível suspeição de Moro na Lava Jato.

    Apesar disso, após uma terça-feira (9) de idas e vindas, o julgamento da suspeição de Moro foi finalmente retomado, depois de mais de dois anos do pedido de vista do ministro do STF Gilmar Mendes, presidente da segunda turma do Supremo.

    Gilmar Mendes, ministro do STF, em 23 de outubro, durante julgamento sobre prisão em segunda instancia realizado no Plenário do STF.
    © Folhapress / Mateus Bonomi
    Gilmar Mendes, ministro do STF, em 23 de outubro, durante julgamento sobre prisão em segunda instancia realizado no Plenário do STF.

    Após tentativa de Fachin de impedir a sessão, Mendes iniciou o julgamento votando a favor de declarar Moro imparcial nos julgamentos da Lava Jato - o que anularia todos os processos envolvendo Lula e Moro no âmbito da operação.

    Na sequência, o ministro Nunes Marques, o único indicado pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF, pediu vista do processo alegando não conhecer a matéria suficientemente bem. Logo após ele, a ministra Cármen Lúcia, que assim como Fachin já votou contra a suspeição, mas ainda pode voltar atrás, afirmou que dará seu voto no retorno do julgamento. Fachin afirmou que fará o mesmo.

    Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal

    Já o ministro Ricardo Lewandowski, o último a declarar voto no julgamento nesta terça-feira (9), acompanhou o presidente e votou a favor da suspeição. Lewandowski também teceu duras críticas à Lava Jato, assim como Gilmar Mendes. Ambos defenderam que Moro pague as custas processuais.

    Com isso, a votação fica suspensa e segue empatada. Não há previsões de retorno do julgamento após o pedido de vista.

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    Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, Luiz Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Inácio Lula da Silva, STF, Sergio Moro
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