19:14 05 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)
    256
    Nos siga no

    O ministro da Saúde Eduardo Pazuello apresentou nesta quarta-feira (17), em reunião com governadores, um cronograma que prevê que o Brasil vai receber, até o mês de julho, 230,7 milhões de vacinas de diferentes farmacêuticas.

    O planejamento do Ministério da Saúde inclui a entrega de vacinas produzidas por farmacêuticas com as quais o Brasil ainda não firmou contrato, como é o caso da Sputnik V, da Covaxin e da Moderna. Ao todo, segundo o ministro, o país receberá 454,9 milhões de doses de vacinas contra COVID-19 até o final de 2021.

    Na reunião, Pazuello voltou a afirmar que toda a população brasileira será vacinada ainda em 2021: "Temos uma previsão fantástica de recebimento de vacinas", disse o ministro.

    De acordo com o UOL, o ministro da Saúde apresentou o seguinte cronograma, que mostra a distribuição das doses até julho:

    • Janeiro: 10.700.00 doses
      • Dois milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia
      • 8,7 milhões da Coronavac
    • Fevereiro: 11.305.000 doses 
      • Dois milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia
      • 9,305 milhões da Sinovac
    • Março: 46.033.200 doses
      • Quatro milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia
      • 12,9 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca envasada na Fiocruz
      • 2,66 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca compradas via COVAX
      • 18,06 milhões da Sinovac
      • 400 mil doses da Sputnik V
      • Oito milhões de doses da Covaxin
    •  Abril: 57.262.258
      • Quatro milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia
      • 27,3 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca envasada na Fiocruz
      • 15,96 milhões da Sinovac
      • Dois milhões da Sputnik V
      • Oito milhões da Covaxin
    •  Maio: 46.232.258
      • 28,6 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca envasada na Fiocruz
      • 6,03 milhões da Sinovac
      • 7,6 milhões da Sputnik V
      • Quatro milhões da Covaxin
    •  Junho: 42.636.858
      • 28,6 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca envasada na Fiocruz
      • 8,04 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca compradas via COVAX
      • 6,03 milhões da Sinovac
    •  Julho: 16.548.387
      • Três milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca envasada na Fiocruz
      • 13,54 milhões da Sinovac

    Além destas vacinas, Pazuello ainda apontou como "possibilidade" a compra de milhões de doses dos imunizantes da Pfizer e da Janssen.

    Segundo o UOL, que entrou em contato com pessoas presentes na reunião, a conta de Pazuello intrigou governadores porque uma versão diferente do cronograma havia sido enviada pela manhã pelo ministério. Além disso, o plano da pasta considera negociações com vacinas que ainda não apresentaram resultados de testes de eficácia, como a Covaxin.

    Na reunião, o ministro da Saúde reconheceu o aumento de casos, óbitos e internações pela COVID-19 no Brasil: "Essa realidade vai fazer com que a gente precise se reorganizar. Precisaremos de recursos extraorçamentários", disse Pazuello.
    Profisisonal de saúde recebe dose da vacina CoronaVac no Rio de Janeiro
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Profisisonal de saúde recebe dose da vacina CoronaVac no Rio de Janeiro

    Com a vacinação em marcha lenta no Brasil, o Instituto Butantan anunciou nesta quarta-feira (17) que deverá entregar 426 mil doses da CoronaVac para o governo federal distribuir aos estados na próxima terça-feira (23). Nos oito dias seguintes, o total de doses fornecido será de 3,4 milhões.

    O Ministério da Saúde assinou nesta segunda-feira (15) um contrato com o Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac – vacina que, segundo o Butantan, tem eficácia garantida contra as variantes sul-africana e inglesa do novo coronavírus.

    Tema:
    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)

    Mais:

    Anticorpos da COVID-19 protegem de reinfecção por pelo menos 9 meses, diz estudo sueco
    Brasil atinge 240.983 óbitos por COVID-19, segundo consórcio
    Reino Unido vai infectar voluntários saudáveis ​​com COVID-19 em ensaio clínico pioneiro no mundo
    COVID-19: herança neandertal em cromossomo diminui necessidade de terapia intensiva, diz estudo
    Cientistas investigam se COVID-19 pode contribuir para surgimento de diabete
    Tags:
    Eduardo Pazuello, saúde, Ministério da Saúde, Brasil, COVID-19, vacina, Vacina CoronaVac, vacinação, pandemia, novo coronavírus
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar