16:49 25 Janeiro 2021
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    Alta entre agosto de 2019 e julho de 2020 chegou a 13% em relação às perdas no mesmo período dos anos anteriores. Principais ameaças aconteceram pela expansão da fronteira agrícola.

    O desmatamento no bioma Cerrado voltou a subir este ano, informou o jornal O Estado de São Paulo citando o Prodes Cerrado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

    O desmatamento equivale a quase cinco vezes a área da cidade de São Paulo e é o maior valor para o bioma desde 2015, quando foi observada uma devastação de mais de 11 mil km².

    Nos 12 meses entre agosto de 2019 e julho de 2020 - que compreendem o governo Jair Bolsonaro - foram destruídos 7.340 km² de vegetação nativa, alta de 13% em relação às perdas observadas no mesmo período dos anos anteriores (6.483 km²). 

    Os dados divulgados nesta segunda-feira (28) são do projeto Prodes Cerrado, do INPE, que mapeia o desmatamento na região desde 2001, inicialmente a cada dois anos. Desde 2013 é feito anualmente.

    Em 2020, o estado do Maranhão foi o que apresentou a maior área de desmatamento (1.836,14 km²), respondendo por 25% das perdas no bioma. Depois dele aparecem o Tocantins (1.565,88 km²) e a Bahia (919,17 km²).

    Matopiba

    As principais ameaças ao Cerrado ocorrem pela expansão da fronteira agrícola principalmente pela região conhecida como Matopiba, palavra que junta as siglas dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. 

    Vista aérea de plantações ao lado do Cerrado, no município de Formosa do Rio Preto, Bahia
    NELSON ALMEIDA
    Vista aérea de plantações ao lado do Cerrado, no município de Formosa do Rio Preto, Bahia

    O aumento do impacto sobre o Cerrado é semelhante ao que ocorreu na Amazônia no mesmo período. Dados também do INPE divulgados no fim de novembro apontaram alta de 9,5% no último ano do desmatamento na floresta amazônica, a maior taxa desde 2008. Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a destruição dela alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores.

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    Tags:
    Amazônia, Jair Bolsonaro, São Paulo, cerrado, INPE
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