23:30 05 Abril 2020
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    Secretário de Saúde de São Paulo, Luiz Henrique Germann, disse nesta quinta-feira (26) que "medidas de restrição" no estado "estão sendo suficientes", mas não descartou fechamento total e uso de força policial.

    "Se vocês lembram nós éramos 90% dos casos no Brasil. Agora somos 30%, o que significa que existe uma expansão da epidemia de forma acelerada [no resto do país]. Isso mostra para nós que as medidas de restrição de mobilidade estão sendo suficientes ou colaborando para que a gente tenha 862 casos", disse o secretário em entrevista coletiva, segundo publicado pelo jornal O Globo. 

    Segundo os últimos números do Ministério da Saúde, o Brasil registra 2.433 casos do novo coronavírus e 57 mortes. Em São Paulo, houve 48 óbitos e 862 casos confirmados. 

    O governador de São Paulo, João Doria, confirmou que a quarentena será mantida até o dia 7 de abril. 

    "A quarentena já está em curso e vai até o dia 7 de abril. Foi uma decisão do governo seguindo normas da Organização Mundial de Saúde. Todas as decisões na área de saúde e econômica são fundamentadas em dados e estudos. Aqui não tomamos medidas precipitadas mas fundamentadas. Quero agradecer a solidariedade dos brasileiros que em São Paulo estão seguindo a quarentena", afirmou.

    'Lockdown e força policial'

    Mas o governo estadual acrescentou que medidas restritivas ainda mais duras podem ser tomadas se a pandemia não for contida. 

    "Se houver necessidade de apertar o cinto, aí seria o lockdown e o uso de força policial", disse o secretário de Saúde. 

    Segundo o portal o UOL, Doria, e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, avaliam usar força policial para impedir que idosos, considerados um dos grupos de risco da COVID-19, doença provocada pelo vírus, transitem pelas ruas. 

    Na entrevista coletiva, o governador cobrou do governo federal medidas na área econômica nas próximas 72 horas para conter os impactos do coronavírus nos estados.

    "Quero crer que ao longo de 72 horas essas medidas serão materializadas principalmente para São Paulo, que é o epicentro da crise. Essa foi a promessa do presidente Bolsonaro e da área econômica", disse. 

    'Não podemos minimizar problemas'

    "Podemos acertar e errar. Só não podemos minimizar problemas", acrescentou. 

    Doria e os demais governadores do país entraram em atrito com o presidente Jair Bolsonaro, que vem defendendo a quarentena apenas para idosos e pessoas com doenças pré-existentes para não prejudicar a economia. 

    Na quarta-feira (25), durante videoconferência entre os 26 governadores dos estados e do Distrito Federal, Bolsonaro e outras autoridades, Doria e o chefe de Estado chegaram a discutir sobre as medidas adotadas para conter a disseminação do coronavírus.

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    Tags:
    OMS, governadores, Ministério da Saúde, COVID-19, pandemia, quarentena, saúde, novo coronavírus, Jair Bolsonaro, São Paulo
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