06:39 02 Agosto 2021
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    Vice-ministro afirma que EUA e Japão devem impulsionar a colaboração tecnológica em face de uma cooperação mais estreita entre a China e a Rússia.

    O vice-ministro da Defesa do Japão, Yasuhide Nakayama, alertou nesta segunda-feira (28) sobre a crescente ameaça representada pela colaboração chinesa e russa e afirmou que é necessário "acordar" para a pressão de Pequim sobre Taipé e proteger a ilha "como um país democrático".

    "Temos que proteger Taiwan como um país democrático", afirmou Nakayama durante encontro com o grupo de estudos do Instituto Hudson, Nova York, EUA.

    O vice-ministro questionou se a decisão de muitos países, incluindo Japão e EUA, de seguir a política de "uma só China", que reconheceu Pequim em vez de Taipé desde os anos 1970 resistirá ao teste do tempo.

    "Estava certo?", perguntou, referindo-se a como as gerações futuras julgarão os governantes sobre a questão. "Não sei."

    Nakayama disse que os países democráticos devem proteger uns aos outros e observou que Japão e Taiwan eram geograficamente próximos e acrescentou que se algo acontecesse em Taiwan, isso afetaria a ilha japonesa de Okinawa, onde as forças dos EUA estão baseadas.

    Secretário de Defesa, Lloyd Austin, cumprimenta seu homólogo japonês, Nobuo Kishi, durante visita conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (centro), à Tóquio, Japão, 16 de março de 2021
    © REUTERS / Kim Kyung-Hoon
    Secretário de Defesa, Lloyd Austin, cumprimenta seu homólogo japonês, Nobuo Kishi, durante visita conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (centro), à Tóquio, Japão, 16 de março de 2021

    'Temos que acordar'

    O vice-ministro destacou ainda as crescentes ameaças representadas pela China no espaço, na tecnologia de mísseis, no domínio cibernético e nas forças nucleares e convencionais.

    Sob a liderança de Xi Jinping, a China teve "pensamentos e vontades agressivas […]. Então, acorde. Temos que acordar", disse ele.

    Nakayama afirma que é necessário mostrar dissuasão à China e também à Rússia, que intensificou os exercícios em território reivindicado pelos japoneses e próximo ao território norte-americano do Havaí.

    "Você pode ver a China e a Rússia colaborando juntas, quando estão fazendo algum exercício militar perto de nossos vizinhos", disse o vice-ministro, acrescentando que queria ver os EUA "cada vez mais fortes". Washington e Tóquio devem impulsionar a colaboração tecnológica em face de uma cooperação mais estreita entre a China e a Rússia, disse ele.

    Por fim, Nakayama referiu que o Japão precisa gastar mais em armas, incluindo mísseis, e cortar custos, já que 50% do orçamento de Defesa vai para pessoal.

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    Tags:
    Taiwan, Japão, China, Rússia
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