11:50 24 Novembro 2020
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    O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, disse hoje (12) que há uma séria ameaça de crise humanitária na região conflituosa de Nagorno-Karabakh, onde violações da trégua que entrou em vigor no sábado (10) estão sendo registradas.

    O premiê acrescentou que legitimar o direito da população da república autoproclamada de Artsakh (Nagorno-Karabakh) de se autogovernar, "até o ponto de reconhecer a independência de Nagorno-Karabakh", ajudaria a resolver o problema.

    "Estamos muito próximos de uma situação de crise humanitária na região de conflito em Nagorno-Karabakh, para não dizer que já estamos diante de uma crise humanitária", disse Pashinyan em comunicado.

    Segundo o premiê armênio, o chamado Grupo de Minsk da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) deve continuar com seus esforços para resolver o conflito em Nagorno-Karabakh, em linha com a declaração de Moscou. Pashinyan agradeceu ao presidente russo Vladimir Putin e aos líderes de França e Estados Unidos por seus esforços para interromper a violência em Nagorno-Karabakh.

    Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores armênio assinalou que os ataques indiscriminados do Azerbaijão causaram numerosas vítimas civis em Nagorno-Karabakh.

    "Durante a agressão, as Forças Armadas do Azerbaijão atacaram mais de 120 localidades civis de Artsakh (Nagorno-Karabakh), entre elas cidades densamente povoadas como a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, a cidade de Shusha e outras", disse o chanceler em uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, realizada em Moscou.

    • Negociações em Moscou entre Rússia, Armênia e Azerbaijão sobre o conflito em Nagorno-Karabakh.
      Negociações em Moscou entre Rússia, Armênia e Azerbaijão sobre o conflito em Nagorno-Karabakh.
      © Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia
    • Homem carrega candelabro em Ganja, cidade da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh atingida por um foguete
      Homem carrega candelabro em Ganja, cidade da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh atingida por um foguete
      © REUTERS / Umit Bektas
    • Igreja em Shusha destruída após alegado bombardeio do Azerbaijão contra Nagorno-Karabakh
      Igreja em Shusha destruída após alegado bombardeio do Azerbaijão contra Nagorno-Karabakh
      © Sputnik
    • Residências destruídas após ataques à cidade de Ganja, em Nagorno-Karabakh
      Residências destruídas após ataques à cidade de Ganja, em Nagorno-Karabakh
      © Sputnik / Mikhail Voskresensky
    • Peças de artilharia sendo usadas no conflito em Nagorno-Karabakh (foto de arquivo)
      Peças de artilharia sendo usadas no conflito em Nagorno-Karabakh (foto de arquivo)
      © Sputnik / Ministério da Defesa do Azerbaijão
    • Soldado luta contra forças azeris na região de Nagorno-Karabakh, 29 de setembro de 2020
      Soldado luta contra forças azeris na região de Nagorno-Karabakh, 29 de setembro de 2020
      © REUTERS / Ministério da Defesa da Armênia
    • Forças azeris conduzem ofensiva contra militares armênos durante o conflito em Nagorno-Karabakh
      Forças azeris conduzem ofensiva contra militares armênos durante o conflito em Nagorno-Karabakh
      © Foto / Ministério de Defesa do Azerbaijão
    • Homem segura estilhaço de munição após bombardeio por forças azeris na cidade de Martuni, em Nagorno-Karabakh
      Homem segura estilhaço de munição após bombardeio por forças azeris na cidade de Martuni, em Nagorno-Karabakh
      © REUTERS / Ministério das Relações Exteriores da Armênia
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    © Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia
    Negociações em Moscou entre Rússia, Armênia e Azerbaijão sobre o conflito em Nagorno-Karabakh.

    Conflito em Nagorno-Karabakh

    No dia 27 de setembro, os enfrentamentos armados entre Armênia e Azerbaijão voltaram a escalar em Nagorno-Karabakh, epicentro do conflito entre os dois países desde 1988, quando o território de maioria armênia decidiu se separar da antiga República Socialista Soviética do Azerbaijão.

    Ambos os países se acusam mutuamente das agressões que iniciaram essa nova espiral de hostilidades e, após duas semanas de intensos combates, os negociadores de Baku e Erevan firmaram no último dia 9, em Moscou, um acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor no dia seguinte. As duas partes, no entanto, se acusam reciprocamente de romper o armistício.

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    Tags:
    Azerbaijão, Armênia, conflito armado, Nagorno-Karabakh
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