00:13 22 Outubro 2020
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    Nesta quarta-feira (7), o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan exortou a comunidade internacional a reconhecer a independência da região de Nagorno-Karabakh.

    Em entrevista publicada pela emissora Euronews, Pashinyan disse que, para parar o desastre humanitário e a escalada do conflito na região, a comunidade internacional deve agir de forma decisiva e reconhecer a independência de Nagorno-Karabakh.

    Os combates na região começaram em 27 de setembro entre Armênia e Azerbaijão, que se acusam mutuamente de desencadear as hostilidades. A república não reconhecida de Nagorno-Karabakh afirma que houve bombardeios de artilharia contra assentamentos pacíficos, incluindo em sua capital, Stepanakert.

    A Armênia declarou lei marcial e, pela primeira vez, mobilização geral, alegando que Ancara está apoiando ativamente o lado azeri com militares. Do lado do Azerbaijão, foi introduzida mobilização parcial.

     Disparo de artilha na região contestada de Nagorno-Karabakh (foto de arquivo)
    © AP Photo / Ministério da Defesa do Azerbaijão
    Disparo de artilha na região contestada de Nagorno-Karabakh (foto de arquivo)

    Os líderes da Rússia, dos Estados Unidos e da França pediram aos lados que encerrem as hostilidades e se comprometam com o início de negociações. A Turquia declarou que fornecerá ao Azerbaijão todo o apoio solicitado em meio ao agravamento da situação em Nagorno-Karabakh.

    O conflito em Nagorno-Karabakh teve início em fevereiro de 1988, quando a região autônoma anunciou sua secessão da então República Socialista Soviética do Azerbaijão. Durante o confronto armado em 1992-1994, o Azerbaijão perdeu o controle de Nagorno-Karabakh e suas áreas adjacentes. Desde 1992, estão em andamento negociações sobre a solução pacífica do conflito com a mediação do Grupo da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) de Minsk, liderado pela Rússia, Estados Unidos e França.

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    Tags:
    Estados Unidos, França, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Turquia, Nikol Pashinyan, Nagorno-Karabakh
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