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    A influente tia do líder norte-coreano Kim Jong-un não era vista em público desde 2013, quando seu sobrinho ordenou a execução do marido dela. Aparição pode sugerir que ela tenha sido nomeada a cargo importante dentro do governo, sugere especialista.

    Kim Kyong Hui é irmã do pai de Kim Jong-un e ex-líder norte-coreano, Kim Jong-il. Hui desempenhou papel de destaque durante o primeiro ano do governo de seu sobrinho.

    ​Ela está de volta! Depois de 6 anos longe dos olhos do público, e muitos, muitos relatos de que estaria morta, a tia de Kim Jong-un, Kim Kyong Hui, reapareceu na Coreia do Norte, informou a agência estatal de notícias no domingo [26]. 

    Hui não era vista em nenhum evento público desde 2013, quando Kim Jong-un ordenou a execução de seu marido, Jang Song Thaek, considerado então a segunda figura mais poderosa da Coreia do Norte. 

    No entanto, neste domingo (26), a agência de notícias estatal publicou uma foto, na qual Kim Kyong Hui aparece sentada perto do líder Kim Jong-un, assistindo em sua companhia às comemorações do Ano Novo Lunar.

    "Muitos observadores da política norte-coreana acreditavam que Kim Kyong Hui tinha se exilado ou mesmo que tivesse sido assassinada após a execução de seu marido. Então, vê-la aparecer dessa forma, ao lado do líder, 6 anos depois, é sem dúvida uma surpresa", disse Oliver Hotham, editor da NK News. 

    Kim Kyong Hui e seu marido formavam um casal muito influente na Coreia do Norte, liderando uma espécie de regência por trás do governo de seu imprevisível sobrinho, Kim Jong-un.

    Jovens assistindo fogos de artifício nas celebrações do Ano Novo na praça Kim Il-sung em Pyongyang, Coreia do Norte
    © AFP 2019 / Kim Won Jin
    Jovens assistindo fogos de artifício nas celebrações do Ano Novo na praça Kim Il-sung em Pyongyang, Coreia do Norte

    Para reafirmar seu poder e independência, o líder norte-coreano teria ordenado um expurgo de figuras influentes, dentre as quais estava o marido de Hui, que foi executado por um pelotão de fuzilamento.

    No informe da agência de notícias estatal sobre os participantes na cerimônia do Ano Novo Lunar, o nome de Hui foi listado em terceiro lugar, atrás somente de Choe Ryong Hae, considerado a segunda figura mais influente em Pyongyang, e do próprio líder.

    "O fato de que ela está sentada próximo ao líder e de ter sido listada após Choe Ryong Hae sugere que ela pode ter sido nomeada para alguma posição importante [no governo], provavelmente como conselheira econômica ou política", acredita Hotham.

    O retorno de Hui à vida pública sugere que ela teria mantido ou retomado a sua influência sobre seu sobrinho, reportou a Reuters.

    "E também nos faz lembrar de quão estranha e brutal é a Coreia do Norte, afinal ela está sentada ao lado do homem que ordenou a execução de seu marido", concluiu Hotham.

    Kim Jong-un enfrenta conjuntura internacional sensível, após o fracasso das negociações sobre desnuclearização com os Estados Unidos e consequente manutenção das sanções contra a Coreia do Norte.

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    Tags:
    programa nuclear, sanções, Kim Jong-un, Pyongyang, Coreia do Norte
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