17:41 13 Abril 2021
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    Ao nomearem a Rússia e a China como principais ameaças à segurança, os EUA impelem Moscou e Pequim a se unirem em uma verdadeira aliança militar, opinou em entrevista à Sputnik o especialista militar russo Konstantin Sivkov.

    Recentemente, a Casa Branca divulgou disposições transitórias da Estratégia de Segurança Nacional, nas quais a Rússia e a República Popular da China são nomeadas como "ameaças principais".

    "Não há nada de novo nas disposições desse documento – é o mesmo que Joe Biden falou no período eleitoral, é o mesmo que, aliás, Donald Trump disse muitas vezes, já para não falar dos representantes do Pentágono. Tal estratégia favorecerá a consolidação da Rússia e da China, o que pode levar à criação de um verdadeiro bloco militar. Em comparação com essa força, até o Pacto de Varsóvia pode parecer um pigmeu – desse modo os Estados Unidos estão criando com suas próprias mãos um tal adversário que nunca conseguirão vencer", disse Sivkov.

    Segundo o especialista, a combinação do potencial demográfico e econômico chinês com o potencial científico e militar russo representa uma "mistura termonuclear", perante a qual os EUA e Europa não têm nada para contrapor.

    "Tal política de Washington é perniciosa primeiramente para ele mesmo. Desde o ponto de vista econômico, a China supera os EUA, e no futuro próximo vai superar ainda a Europa, ao mesmo tempo, a Rússia é independente em termos de matérias-primas e pode fornecer todo o necessário à China", notou o especialista militar.

    De acordo com especialista, a atual política de Washington demonstra a descida de nível das elites que tomam decisões-chave nos Estados Unidos.

    "Se hoje em dia as decisões fossem tomadas [nos EUA] por figuras da grandeza de Henry Kissinger ou Zbigniew Brzezinski, então a política norte-americana seria muito mais inteligente. Estes tiveram mesmo inteligência suficiente para criar um conflito entre a União Soviética e a China, [enquanto] o establishment atual, ao contrário, empurra Moscou para os braços de Pequim sem calcular as consequências perniciosas para si", ponderou Sivkov.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    segurança, ameaça, Rússia, China, EUA
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