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    Espera-se que os EUA adicionem cerca de 80 empresas em lista negra. Relações entre Pequim e Washington se deterioraram nos últimos anos em meio a guerras tarifárias e repressão às empresas de chinesas.

    Washington planeja adicionar cerca de 80 empresas, muitas chinesas, em lista negra ainda nesta sexta-feira (18), o que significa que fornecedores norte-americanos terão de obter uma licença especial do Departamento de Comércio dos EUA antes de iniciar a cooperação com as empresas listadas, relata a agência Reuters.

    A maior fabricante de chips da China, a Corporação Internacional de Fabricação de Semicondutores (SMIC, na sigla em inglês), estará na lista, garante a mídia. Segundo os EUA, as empresas listadas estão ligadas aos militares chineses ou estão envolvidas em alegadas violações dos direitos humanos.

    Donald Trump e Xi Jinping durante a reunião bilateral na cimeira do G20 em Buenos Aires
    © AP Photo / Pablo Martinez Monsivais
    Donald Trump e Xi Jinping durante a reunião bilateral na cimeira do G20 em Buenos Aires

    'Repressão injustificada'

    Pequim afirmou que responderá tomando todas as medidas necessárias para proteger os interesses legítimos das empresas chinesas e pediu a Washington que suspenda a "repressão injustificada" contra as empresas.

    Anteriormente, os EUA incluíram cerca de 275 empresas baseadas na China e suas afiliadas na lista, incluindo Huawei, ZTE Corp e a fabricante de câmeras de vigilância Hikvision.

    A SMIC já foi alvo do Departamento de Defesa norte-americano, que etiquetou a empresa como sendo controlada pelo Exército chinês e proibiu os investidores dos EUA de comprar ações da fabricante de chips. A SMIC negou repetidamente a acusação de cooperar com os militares chineses.

    As relações entre Pequim e Washington se deterioraram nos últimos anos em meio a guerras tarifárias e uma repressão às empresas de tecnologia chinesas pelo governo Trump. Os EUA acusaram muitas das empresas de contornar as sanções, enquanto a China diz que Washington está tentando suprimir os negócios estrangeiros pela força.

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    Tags:
    Donald Trump, EUA, sanções, China, chips, chip
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