18:19 25 Janeiro 2021
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    A agência de notícias citou membros ligados à equipe de transição de Joe Biden, que afirmam que o futuro presidente dos EUA não usará o método de "força bruta" da era de Donald Trump.

    Joe Biden não deixará de usar sanções, tal como o fez frequentemente o presidente em exercício Donald Trump, revela a agência Reuters, citando pessoas próximas ao presidente eleito dos EUA.

    De acordo com fontes anônimas, Biden vai "recalibrar" as restrições "de força bruta" aplicadas até agora, particularmente no caso de China e Irã, escolhendo que sanções manter, e quais remover.

    É possível que sejam removidas as sanções de setembro de 2020 aos funcionários do Tribunal Penal Internacional sobre crimes de guerra no Afeganistão, algo que foi denunciado pelos aliados europeus, bem como aplicadas sanções contra a Rússia semelhantes às da União Europeia após o caso do opositor russo Aleksei Navalny.

    O novo presidente dos EUA deve diminuir a frequência de novas sanções aplicadas pela atual administração, de cerca de 3.800, em comparação com a administração de Barack Obama, que emitiu cerca de 2.350 sanções em um período de 2009 a 2017. Trump também reduziu o número de "exclusões", com quais Washington recompensa países que mudam seu comportamento.

    Pouco tem mudado no caso de Irã, Venezuela, Coreia do Norte ou China, adverte a Reuters. Além disso, algumas das sanções têm sido aplicadas aos aliados tradicionais do país norte-americano, levando a fricções dentro do bloco, bem como tentativas de contornar o sistema financeiro norte-americano, avisam auxiliares de Biden.

    "[...] Espera-se que Biden deixe claro que as sanções continuarão sendo um instrumento central do poder dos EUA, embora não sejam mais implantadas com a bravata da América Primeiro, que tem impulsionado a política externa de Trump", diz a agência.

    "Não será um recuo ou um empurrão. Será um reajuste no uso da ferramenta de sanções", afirmou uma pessoa próxima à equipe de transição de Biden.

    No entanto, Antony Blinken, como secretário de Estado, e Jake Sullivan, como assessor de Segurança Nacional, da equipe de transição, sugerem que, embora Biden deva ser multilateral no uso de sanções, não haverá uma grande diminuição em sua frequência.

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    Tags:
    Afeganistão, Tribunal Penal Internacional, Aleksei Navalny, União Europeia, Barack Obama, América Primeiro, Reuters, Jake Sullivan, Antony Blinken, Rússia, Coreia do Norte, Venezuela, Irã, China, EUA, Joe Biden, Donald Trump
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