00:44 17 Janeiro 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    170
    Nos siga no

    Órgão regulador culpa a empresa por comprar rivais em ascensão para cimentar seu domínio sobre as mídias sociais e se tornar um monopólio. Rede social é avaliada em pouco mais de US$ 800 bilhões.

    A Comissão Federal de Comércio e 48 dos 50 estados norte-americanos acusaram o Facebook na quarta-feira (9) de se tornar um monopólio da mídia social ao aniquilar ilegalmente a concorrência comprando seus rivais.

    Isso estabeleceria confrontos legais que poderiam desmantelar alguns dos serviços de comunicação mais populares do mundo, informou o jornal The New York Times.

    Reguladores federais e estaduais, que investigam a empresa há mais de 18 meses, disseram em processos separados que as compras feitas pelo Facebook, especialmente a Instagram por US$ 1 bilhão em 2012 (R$ 5,176 bilhões) e o WhatsApp por US$ 19 bilhões dois anos depois (R$ 98 bilhões), eliminaram a concorrência que um dia poderia ter desafiado o domínio da empresa.

    Usuários do Facebook
    © flickr.com / Master OSM 2011
    Usuários do Facebook

    Desde então, Instagram e WhatsApp têm se tornado muito populares dando ao Facebook o controle sobre três dos aplicativos de mídia social e mensagens mais populares do mundo.

    Os aplicativos ajudaram a catapultar o Facebook de uma empresa iniciada em um dormitório universitário há 16 anos para uma imensa força na Internet avaliada em mais de US$ 800 bilhões (R$ 4,141 trilhões).

    Os promotores de Justiça pediram que o Facebook se desvinculasse de Instagram e WhatsApp e que fossem impostas novas restrições a futuros negócios.

    "Por quase uma década, o Facebook tem usado seu poder de domínio e monopólio para esmagar rivais menores e acabar com a concorrência, tudo às custas dos usuários comuns", disse a procuradora-geral Letitia James, de Nova York, que liderou a investigação multiestadual sobre a empresa em paralelo com a agência federal que regula o comércio.

    Republicanos e Democratas juntos

    As ações judiciais ressaltam o crescente avanço bipartidário e até internacional contra as chamadas Big Techs - grupo que reúne gigantes da indústria tecnológica como Amazon, Apple, Google, Microsoft e Facebook.

    Os legisladores e reguladores zeraram o controle que Facebook, Google, Amazon e Apple mantêm sobre comércio, eletrônica, redes sociais, sites de busca e publicidade on-line, refazendo a economia do país.

    O presidente Donald Trump argumentou repetidamente que os gigantes da tecnologia têm muito poder e influência e os aliados do presidente eleito Joe Biden fazem reclamações semelhantes.

    As investigações já levaram a uma ação judicial contra o Google, movida pelo Departamento de Justiça há dois meses, que acusa a empresa da buscar proteger ilegalmente um monopólio.

    Pelo menos mais um processo contra o Google, por parte dos partidos Republicano e Democrata, é esperado até o final do ano.

    Na Europa, os reguladores estão propondo leis mais duras contra a indústria e emitiram bilhões de dólares em multas pela violação das leis de concorrência.

    Espera-se que os processos contra o Facebook iniciem uma longa batalha legal. A empresa há muito nega qualquer comportamento anticompetitivo ilegal e espera-se que use sua enorme reserva de dinheiro para se defender.

    Se os promotores tiverem sucesso, os casos poderiam refazer a empresa que tem experimentado um crescimento impressionante. Mark Zuckerberg, chefe-executivo do Facebook, descreveu uma ruptura da empresa como uma ameaça "existencial".

    Mais:

    Facebook bloqueará anúncios políticos na semana anterior às eleições dos EUA
    Facebook prepara medidas emergenciais para conter desinformação durante eleições nos EUA, diz WSJ
    Facebook proibirá anúncios que desmotivem as pessoas a se vacinar
    Tags:
    Amazon, Google, Microsoft, Apple, Facebook
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar