10:51 19 Abril 2021
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    Washington faz pressão econômica sobre a região autônoma de Xinjiang, na China, proibindo importações de algodão de organização chinesa, declarando que a mesma usa trabalho escravo de uigures mulçumanos presos.

    A Agência de Proteção de Fronteiras e Alfândega dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) afirmou na quarta-feira (2) que sua "ordem de retenção de liberação" proibiria algodão e produtos de algodão oriundos do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang (XPCC, na sigla em inglês), um dos maiores fabricantes de algodão da China, de acordo com agência Reuters.

    Esta decisão pode ter um efeito devastador sobre as empresas envolvidas na venda de têxtil e vestuário para os EUA, e assim influenciar diretamente nas relações sino-americanas. O XPCC produziu 30% do algodão chinês em 2015.

    O secretário do Departamento de Segurança Interna, Kenneth Cuccinelli, que supervisiona a agência de fronteiras, chamou a etiqueta "Made in China" (Feito na China, na tradução) de uma "etiqueta de aviso".

    "Os produtos de algodão barato que você pode comprar para a família e amigos durante esta época festiva de presentes, se vierem da China, podem ter sido feitos por mão de obra escrava em algumas das violações mais graves dos direitos humanos existentes no mundo moderno" disse Cuccinelli na conferência de imprensa citada pela Reuters.

    Cuccinelli acrescentou que a proibição regional de importação de algodão em Xinjiang ainda está sendo estudada.

    Impacto amplo

    A proibição de importações de algodão do XPCC obrigará empresas de vestuário, que enviam produtos de algodão para os EUA, a eliminar a fibra de algodão produzida pela XPCC de muitos estágios de suas cadeias de abastecimento, segundo Brenda Smith, comissária executiva e assistente de comércio da CBP.

    "Isso praticamente bloqueia todas as importações de têxteis de algodão da China", disse um comerciante de algodão baseado na China, que pediu para não ser identificado devido à delicadeza da questão, citado pela Reuters.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) reporta que um milhão de muçulmanos mantidos em campos são forçados a trabalhar. A China nega ter maltratado os uigures e afirma que os campos são centros de formação profissional necessários para combater o extremismo.

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    Tags:
    trabalho forçado, proibição, muçulmanos, algodão, China, EUA
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