Relatório aponta que indústrias de Defesa dos EUA estão 'enchendo os bolsos' com os conflitos

CC BY 2.0 / Larry Lamsa / Laboratório Nacional de Los Alamos, berço do programa nuclear dos EUA
Laboratório Nacional de Los Alamos, berço do programa nuclear dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2022
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Um relatório da Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) indicou que os gastos com armas nucleares tiveram um aumento significativo em 2021.
De acordo com o relatório, em apenas um ano, os nove países com armas nucleares (EUA, China, Rússia, França, Índia, Israel, Coreia do Norte, Paquistão e Reino Unido) gastaram ao todo US$ 82,4 bilhões (R$ 416,45 bilhões) em manutenção e modernização das 13 mil armas nucleares existentes, representando um aumento de 9% com relação a 2020.
A ICAN ainda listou as empresas que mais lucraram com a produção de armas nucleares.
Liderando os lucros estão as norte-americanas Honeywell International, com um faturamento de US$ 6,2 bilhões (R$ 31,3 bilhões), Northrop Grumman e Lockheed Martin, que faturaram US$ 5 bilhões (R$ 25,27 bilhões) e US$ 1,9 bilhão (R$ 9,6 bilhões), respectivamente.
De acordo com a ICAN, estas e outras empresas se recuperaram das últimas crises, como a pandemia da COVID-19, e passaram a elevar as vendas de armas nucleares, bem como seu faturamento.
Soldados britânicos ao lado de um howitzer durante exercício militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Macedônia do Norte, em 12 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2022
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A ICAN também destaca que todos os esforços para evitar a proliferação nuclear não conseguiram evitar os conflitos atuais, e que serviram apenas para encher os bolsos dos políticos e daqueles ligados à indústria de defesa.
"Disseram que os bilhões investidos em armas nucleares era o preço a pagar pela paz na Europa. Contudo, estes bilhões serviram apenas para encher o bolso dos poderosos que lucram com a produção de armas de destruição em massa", enfatizou.
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