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Bolsonaro se encontra com Musk, que anuncia rede para conectar 19 mil escolas e monitorar Amazônia

© Folhapress / Bruno Santos Presidente da República Jair Bolsonaro (PL) chega ao encontro com o bilionário Elon Musk no interior de São Paulo, em 20 de maio de 2022
Presidente da República Jair Bolsonaro (PL) chega ao encontro com o bilionário Elon Musk no interior de São Paulo, em 20 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2022
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Elon Musk, bilionário sul-africano, presidente-executivo da Tesla e fundador da SpaceX, anunciou o lançamento da rede Starlink para 19 mil escolas em áreas rurais e para o monitoramento da Amazônia. Ele está em breve passagem pelo Brasil e se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta sexta-feira (20).
O evento, ocorrido em um resort no interior de São Paulo, foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do chefe do Executivo brasileiro.
Mais cedo, Musk anunciou por meio do Twitter o lançamento da rede no Brasil. O bilionário está interessado em comprar a rede social. Anunciou, porém, a suspensão das negociações na semana passada.

"Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink para 19 mil escolas desconectadas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia!", escreveu.

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A vinda do bilionário dono da Tesla, da SpaceX, e candidato a proprietário do Twitter é resultado de um encontro que teve com o ministro das Comunicações brasileiro, Fábio Faria, em novembro passado nos EUA.
Segundo informações da empresa, a Internet do sistema de satélites Starlink usa uma tecnologia que envia dados por meio do vácuo do espaço, em uma rapidez e abrangência maior que a da fibra óptica.
Em reunião no dia 28 de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a operação da Starlink no Brasil. A licença compreende 4.408 satélites não geoestacionários de baixa órbita para oferta de banda larga no país.
Os direitos de uso de espectro se estendem até março de 2027, com eventual ampliação da frota dependendo de novas autorizações da Anatel.
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Nos Estados Unidos, a Starlink já tem autorização para 12 mil artefatos, com planos de atingir até 42 mil satélites no futuro. No Brasil, os 4,4 mil artefatos iniciais vão operar sem direito de proteção sobre o espectro e proibidos de causar interferência sobre os sistemas também não geoestacionários Kepler, em banda Ku, e O3B (da SES), em banda Ka.
Segundo a companhia, enquanto a maioria dos serviços de Internet por satélite atuais são possibilitados por satélites geoestacionários simples que orbitam o planeta a cerca de 35 mil km de altitude, a Starlink é uma constelação de satélites que orbitam o planeta a uma distância mais próxima da Terra, a cerca de 550 km.
Por estarem localizados em baixa órbita, esses satélites trocam dados com o utilizador em um tempo muito menor do que satélites em órbita geoestacionária, diz a empresa.
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Por outro lado...

Embora promovam uma série de benefícios, os satélites de Elon Musk causaram polêmica no passado com a China.
Em dezembro do ano passado, segundo apuração do South China Morning Post, a China enviou uma nota diplomática ao secretário-geral das Nações Unidas reclamando dos satélites da Starlink.
Segundo os chineses, os satélites da companhia espacial de Elon Musk, em duas ocasiões nos últimos meses, estiveram muito perto de se chocar com a Estação Espacial Tiangong.
Os dois eventos, em 1º de julho e 21 de outubro de 2021, forçaram a espaçonave chinesa a realizar manobras de evasão para evitar a colisão. Em ambas as ocasiões, os tripulantes da nave estavam a bordo e correram risco de vida.
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