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Intelectuais alemães clamam ao governo para que armas deixem de ser enviadas para Ucrânia

© AFP 2022 / MICHAEL MANDTFoto mostra um tanque de armas antiaérea Gepard (FlakPz) atirando em alvos aéreos durante prática no acampamento da base militar em Todendorf, norte da Alemanha e fornecida pelas Forças Armadas alemãs Bundeswehr, 26 de abril de 2022
Foto mostra um tanque de armas antiaérea Gepard (FlakPz) atirando em alvos aéreos durante prática no acampamento da base militar em Todendorf, norte da Alemanha e fornecida pelas Forças Armadas alemãs Bundeswehr, 26 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2022
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O fornecimento de armas para Kiev apenas prolonga o sofrimento dos ucranianos e põe o mundo sob o risco de uma Terceira Guerra Mundial, afirmaram artistas, intelectuais e políticos alemães em carta aberta.
A Alemanha deveria considerar o risco do conflito entre Moscou e Kiev se espalhar para além das fronteiras da Ucrânia e mergulhar o mundo em uma Terceira Guerra Mundial, foi o que afirmaram dezenas de figuras culturais alemãs ao chanceler, Olaf Scholz, em uma carta aberta pedindo que ele pare de enviar armas para a Ucrânia.
O risco de a operação especial militar da Rússia na Ucrânia se transformar em um "conflito nuclear" deve ser evitado a todo custo, disseram os coautores da carta, publicada na revista feminista alemã Emma, expressando sua esperança de que Scholz "lembraria [sua] posição inicial" e "não forneceria mais armas pesadas à Ucrânia, direta ou indiretamente". Em vez disso, Berlim deveria "fazer tudo" para ajudar a estabelecer um cessar-fogo "o mais rápido possível" e encontrar um "compromisso que ambos os lados possam aceitar".
"A entrega de grandes quantidades de armas pesadas [...] poderia tornar a própria Alemanha parte da guerra. Um contra-ataque russo poderia desencadear uma resposta sob o tratado da OTAN e [resultar] em um perigo imediato de uma guerra mundial", adverte a carta.
Os coautores da carta, incluindo músicos, artistas e cineastas alemães, alertaram que o fornecimento contínuo de armas às forças ucranianas corre o risco de ser o estopim para "uma corrida armamentista global com consequências catastróficas", inclusive para a saúde global e para as mudanças climáticas.
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O documento também foi assinado pela ex-vice-presidente do Bundestag (Parlamento alemão), Antje Vollmer, que anteriormente foi coautora de outra carta semelhante a Scholz, e Martin Walser, um dos autores mais proeminentes da Alemanha do pós-guerra e vencedor do Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão.
Os coautores dizem que consideram a operação militar da Rússia na Ucrânia uma "agressão", acrescentando, no entanto, que mesmo a "resistência legítima" dos ucranianos atingiu um nível "intoleravelmente desproporcional", uma vez que apenas prolonga o sofrimento dos próprios ucranianos.
Seria um erro pensar que a responsabilidade por um potencial conflito nuclear caberia apenas ao lado que o iniciaria, mas não aos que "fornecem abertamente uma razão" para dar esse passo, argumenta a carta. "Normas moralmente obrigatórias são de natureza universal", aponta o documento.
O apelo, que já foi aberto para ao público, já conta com mais de 20.000 assinaturas. Na semana passada, outra carta aberta pedindo a Berlim que suspendesse o fornecimento de armas a Kiev foi assinada por um grupo de políticos e figuras públicas alemãs, que também alertaram Scholz sobre os riscos de a Alemanha e outras nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se tornarem partes do conflito e arriscarem "outra grande guerra".
O governo alemão, até agora, não reagiu a nenhuma das cartas.
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No início de abril, Scholz disse que a Alemanha enviaria apenas armas "corretas e razoáveis" para Kiev, acrescentando que não havia planos de enviar armas "ofensivas", como tanques, apesar dos repetidos pedidos ucranianos. Sua posição aparentemente não caiu bem com a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, que pediu que mais armas fossem enviadas a Kiev, acrescentando que "agora não é hora de desculpas".
A Alemanha e outros membros da OTAN fornecem armas à Ucrânia quase desde o início do conflito entre Moscou e Kiev.
Berlim deve enviar 100 veículos de combate de infantaria Marder (IFV, na sigla em inglês) para a Ucrânia. No início desta semana (25), o governo alemão teria prometido uma decisão rápida sobre o acordo, que ainda está pendente de aprovação pelas autoridades, segundo a Reuters.
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