Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

Alemanha está dividida sobre enviar ou não ajuda militar à Ucrânia, diz mídia

© AP Photo / Markus SchreiberO chanceler alemão Olaf Scholz responde a perguntas de legisladores durante uma sessão do parlamento alemão Bundestag, no prédio do Reichstag em Berlim, Alemanha, 6 de abril de 2022
O chanceler alemão Olaf Scholz responde a perguntas de legisladores durante uma sessão do parlamento alemão Bundestag, no prédio do Reichstag em Berlim, Alemanha, 6 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 08.04.2022
Nos siga noTelegram
Chanceler Olaf Scholz estaria relutante em entregar 100 veículos blindados antigos, conforme exigido pelos parceiros da coalizão.
Aparentemente há uma divisão no governo alemão sobre uma proposta para restaurar e entregar à Ucrânia cerca de 100 veículos de combate de infantaria Marder antigos. Políticos do Partido Verde estão pressionando pela decisão, mas o chanceler Olaf Scholz continua relutante, de acordo com matéria do Politico desta quinta-feira (7).
O atraso de Scholz na decisão final, esperada para esta semana, frustra seus proponentes, incluindo o vice-chanceler e ministro da Economia, Robert Habeck, e a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock.
Os membros do gabinete até agora se abstiveram de criticar publicamente o líder social-democrata, mas alguns legisladores foram mais abertos sobre sua frustração. Anton Hofreiter (Partido Verde), que preside o Comitê Parlamentar de Assuntos Europeus, disse ao Politico que a Alemanha deveria mostrar liderança e não se esconder atrás de outras nações.
Como muitos outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Alemanha forneceu à Ucrânia equipamento militar, mas recusou-se a entregar armas pesadas. Scholz disse ao parlamento nesta semana que queria coordenar a proposta de entrega de blindados com a União Europeia (UE) e a OTAN, argumentando que "seria um grave erro para a Alemanha assumir um papel especial e um caminho especial".
Presidente dos EUA, Joe Biden toca ombro do chanceler alemão, Olaf Scholz, durante cúpula da UE em Bruxelas, 24 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2022
Panorama internacional
Aumento dos gastos militares da Alemanha seria mina de ouro para indústrias bélicas estrangeiras
A remessa proposta envolve veículos de combate de infantaria Marder desativados, armazenados por seu produtor, Rheinmetall. A maior parte da armadura terá que ser reformada antes que possa ser de alguma utilidade para os militares ucranianos.
As forças de Kiev também vão precisar de treinamento para usá-los e mantê-los, e a Alemanha vai ter de fornecer munições e peças de reposição. Berlim está preocupada que a transferência proposta possa arrastá-la para uma guerra com a Rússia.
Os defensores de armar a Ucrânia sugerem acelerar as coisas fornecendo Marders que estão atualmente em serviço ativo e usar os veículos desativados como substitutos, mais adiante. Eles também apelam à entrega de tanques de batalha principais do modelo Leopard e outras armas pesadas para a Ucrânia.
O Politico citou o diretor do think tank Global Public Policy Institute, em Berlim, Thorsten Benner, que argumentou que, ao fornecer os blindados à Ucrânia, a Alemanha poderia atenuar as críticas sobre sua dependência contínua do gás natural russo.
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2022
Panorama internacional
Global Times: EUA tentam usar OTAN como seu próprio Exército
"Acho que é de importância central para a credibilidade alemã que não coloquemos freios em todos os lugares, mas que também haja uma área em que possamos liderar", disse ele. "E especialmente se for atualmente impossível para a Alemanha interromper os pagamentos de gás, que trazem bilhões ao [presidente russo Vladimir] Putin em um futuro próximo, então os tanques de batalha seriam uma boa alternativa."
Moscou iniciou sua operação especial militar em 24 de fevereiro, após o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados em 2014. Atendendo ao pedido de ajuda das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, recém-reconhecidas pela Rússia, a operação tinha por objetivo apenas a desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
Para que o conflito seja encerrado, a Rússia exigiu que a Ucrânia se declare oficialmente um país neutro, garantindo que nunca vai se juntar ao bloco militar da OTAN liderado pelos EUA.
Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала