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Marine Le Pen exorta Bruxelas a 'apostar tudo na diplomacia' com a Ucrânia, em vez de enviar armas

© REUTERS / Sarah MeyssonnierMarine Le Pen, líder do partido francês Reagrupamento Nacional e candidata a presidente da França, participa de coletiva de imprensa em Paris, França, 17 de fevereiro de 2022
Marine Le Pen, líder do partido francês Reagrupamento Nacional e candidata a presidente da França, participa de coletiva de imprensa em Paris, França, 17 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 05.03.2022
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A candidata à presidência da França criticou a política do bloco europeu de enviar armas à Ucrânia, e pediu que fossem mantidos os laços diplomáticos necessários para resolver o conflito no país.
Marine Le Pen, líder do partido francês Reagrupamento Nacional (Rassemblement national, em francês), instou a União Europeia a usar diplomacia para resolver a crise na Ucrânia, em vez de aumentar o fluxo de armas ao país.
"Você tem de apostar tudo na diplomacia", disse Le Pen, citada no sábado (5) pela emissora BFMTV.
"É preciso tomar ação diplomática o mais rápido possível. Acrescentar armas à guerra não a faz parar", observou ela.
Ela também chamou a todas as partes a manter laços diplomáticos e assim procurar uma solução aos problemas.
A líder do Reagrupamento Nacional, considerada uma das principais rivais de Emmanuel Macron, atual presidente da França, na corrida à liderança do país em abril, expressou no início de fevereiro oposição a uma "Guerra Fria" contra Vladimir Putin, presidente da Rússia.
Na época, Le Pen disse que os EUA estavam "empurrando a Ucrânia para a ideia de se juntar à OTAN para que possa enviar forças militares", levando assim a Rússia a deslocar tropas à fronteira.
O presidente ucraniano Vladimir Zelensky inspeciona armas enquanto se reúne com membros das forças armadas do país na região de Donetsk, Ucrânia, em 17 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.03.2022
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MRE russo: envio 'louco' de armas à Ucrânia é reflexo da política do Ocidente 'todos os meios valem'
A Rússia começou em 24 de fevereiro uma operação especial na Ucrânia com o objetivo de "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, enquanto os países ocidentais têm aumentado o fornecimento de armamento à Ucrânia.
A França está enviando equipamento de defesa e apoio de combustível à Ucrânia. Além dela, a Alemanha, Bélgica, Noruega, Países Baixos e a Suécia, apesar de a última até agora ter tomado uma postura mais neutral, também estão enviando armas. Berlim também mudou sua política externa de não enviar armas letais a zonas de conflito, decidindo enviar 1.000 lança-foguetes antitanque, 500 mísseis Stinger terra-ar, nove Howitzers, 14 veículos blindados e 10.000 toneladas de combustível ao vizinho da Rússia.
Na quinta-feira (3) a Noruega enviou 2.000 lança-granadas antitanque M72 à Ucrânia. No início da semana, os Estados Unidos disseram que também estavam entregando armas à Ucrânia e "tem vários meios para fazer isso". Além disso, o Canadá e a Austrália também aprovaram a assistência de armas para a Ucrânia.
Apesar de tudo, a OTAN defende não se ver parte do conflito, e que não enviará tropas e aeronaves à Ucrânia.
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