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Supostos islamitas matam 22 pessoas no leste da República Democrática do Congo

© REUTERS / Goran TomasevicSoldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo durante ofensiva contra o grupo rebelde ADF
Soldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo durante ofensiva contra o grupo rebelde ADF - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2021
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Supostos militantes islamitas, utilizando facas e facões, assassinaram ao menos 22 civis em um ataque durante a madrugada contra vilarejos próximos a Beni, no leste da República Democrática do Congo, disse hoje (26) um funcionário local.

O ataque acontece pouco mais de três semanas depois que o governo decretou a lei marcial nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, que fazem fronteira com Uganda, em uma tentativa de impedir mais derramamento de sangue.

De acordo com a agência Reuters, Jean-Paul Katembo, líder da comuna de Bulongo, informou que o número de mortes conhecidas até agora estava em 22, incluindo mulheres e crianças.

Além disso, segundo Katembo, acredita-se que diversos moradores dos vilarejos atacados foram sequestrados, e que as Forças Aliadas Democráticas (ADF, na sigla em inglês), uma milícia ugandense que atua no leste do Congo desde os anos 1990, seria responsável pelo incidente.

© AFP 2021 / Alexis Huguet Exército da República Democrática do Congo patrulha vilarejo após ataque de rebeldes da ADF em Kivu do Norte
Supostos islamitas matam 22 pessoas no leste da República Democrática do Congo - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2021
Exército da República Democrática do Congo patrulha vilarejo após ataque de rebeldes da ADF em Kivu do Norte
Mais de 1.200 civis já morreram no território de Beni desde novembro de 2019, segundo a ONG Kivu Security Tracker, quando o Exército lançou uma operação para desarticular a insurgência das ADF.

A ofensiva do governo congolês desestabilizou a insurgência, que se dividiu em grupos menores, mais isso não impediu que o grupo armado respondesse com novos ataques contra civis.

No último dia 17, Uganda anunciou que tinha concordado em compartilhar informações de inteligência e a coordenar operações contra os rebeldes, mas rejeitou enviar tropas para o território da República Democrática do Congo.

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